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O Brexit foi um acto democrático

As semanas passam após o Referendo que irá a mudar a Europa e os discursos e declarações sucedem-se, uns de uma quase surpreendente sensatez, outros de um previsível miserabilismo. Farage, que defendeu o Brexit, surpreendeu-me pela positiva, pelas verdades afirmadas no Parlamento Europeu, face a um Presidente da Comissão Europeia igual a si mesmo. Junker, sem qualquer chama ou sinal de inteligência, pode estar do lado da razão. Farage, do lado irrazoável. Porém, a comparação entre os dois discursos, deixam-me mais preocupado do que antes. Quero dizer, se os que saem são mais brilhantes, genuínos e visionários do que os que ficam, o que esperamos todos desta triste Europa?

Pelas tiradas ou intervenções a que temos assistido, parece que o Brexit poderá ser agora forçado pela União Europeia, digo, por Merkel e cegos seguidores, e tentado retardar pelos que no Reino Unido (RU) ou não o quiseram ou começam a sentir insegurança, mas não será de esperar qualquer regresso ao estado em que a União estava. Iremos viver sem o Reino Unido, país fundador da Civilização que conhecemos, tal como nós portugueses que nos anos recentes, por via da irresponsável e improvisada, mas muito raivosa, venda do país à miséria e desgraça marxista. Farage afirmava que com a saída do RU perderá mais a Europa do que o país que sai. No que penso, ir-se desiludir, mas no resto, em tudo o que não é economia, comércio e finanças, já perderemos bem mais do que os britânicos.

Alguns afirmam ser a Alemanha um dos maiores responsáveis pela saída da Grã-Bretanha. E, na Alemanha, Schäuble. No que concordo. Pode Schäuble ter toda a razão sobre os desvarios de países como Portugal. Penso que tem, mas tal não mesmo nada a ver com a destruição europeia que esse incompetente Ministro alemão quer imprimir, por uma cega mania de rigor que nunca demonstrou. Recordo que Schäuble foi o mesmo que tentou nacionalizar e vender empresas da Alemanha de Leste, num dos maiores insucessos de sempre da Alemanha moderna. Não só um desastre, como ainda hoje a Alemanha paga essa factura. Um incompetente, como outros, por cá e por todo o lado, que continuam a espalhar a sua incapacidade, vista por muitos, como rigor e visionária eficiência. Deviam estudar um pouco mais o referido Ministro alemão e iriam surpreender-se.

Esta semana, após o Brexit, o mesmo Ministro veio afirmar, ou avisar, como se queira entender, o que é irrelevante perante os erros que Costa insiste em cometer e Marcelo assina por baixo, que Portugal poderá necessitar de novo Resgate. E penso que não irão falhar as suas previsões. Infelizmente.

A política europeia está hoje cheia, e cansada, de afirmações quase sempre excessivas e irresponsáveis, pois mesmo o que Schäuble afirmou, não é como dizem os comunistas portugueses (de três Partidos comunistas: PS, PCP e BE), não é responsável, por vir de quem vem, mas é acertado. Apenas antes de tempo, pois o resgate é quase certo. E indiferente, um político de um país contribuinte das loucuras de Costa e esse insuportável Galamba (que se auto-julga inteligente e quero ver o que diz após o próximo resgate) dizer o que seja. A falência de Portugal é certa e o Brexit pode acelerar o processo. A incerteza, mesmo que muito temporária é o pior em negócios. Ninguém enceta novos negócios em clima de incerteza, nomeadamente de pagamentos atempados. Dentro de poucas semanas, muitas empresas de ambos os lados do Canal da Mancha, sentirão o tremendo choque do Referendo inglês. No entanto, os políticos europeus ainda usam, resistindo na sua mediania, de uma quase transparência, quando comparada com os três Partidos comunistas portugueses. Nomeadamente nos processos que nos levarão a pagar quase uma dezena de milhar de milhões de euros: BES, BANIF e CGD, ao que temos de adicionar os que ainda não se desvendaram, todos negócios de Sócrates, agravados por Costa.

Em geral, vislumbra-se na Europa a procura de uma lucidez que por cá escasseia: por lá procura-se a transparência e persiste-se na Democracia (um referendo na mais antiga democracia do mundo é disso exemplo) e por cá os negócios do Estado escondem-se e tudo se faz para evitar que se conheça a verdade.

Até o Brexit servirá para deixar claro o que os portugueses se recusam a ver: a Democracia em Portugal está em pausa. Esperemos que por pouco tempo. E persiste-se em Portugal em ouvir comunistas, os que sempre dizem o mesmo, e nunca admitem nada diferente do que eles pensam e dizem. Na Grã-Bretanha que hoje muitos criticam, a Democracia continua viva e pujante, o que sempre é bem mais importante do que as consequências económicas que advenham da saída dos britânicos.

O Brexit foi um acto democrata, mesmo que se discorde. Ouvir comunistas e deixá-los mentir em coisas como estarmos melhor em termos orçamentais do que há um ano, é estrangular a Democracia.

 

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Alexandre Bazenga

Licenciado em Agronomia e com uma pós-graduação em Gestão. Leitor adicto, a escrita é uma inevitabilidade. Música, Literatura, Pintura, Fotografia, Culinária e a demanda do Conhecimento, são outros dos meus trajectos.

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