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O Bom, o Mau e o Vilão de 2015

2015 está quase a chegar ao fim e manda a tradição que todos façamos uma pequena retrospectiva do que aconteceu durante o ano.

Sucede, porém, que eu não sou tradicionalista e não tenho por hábito seguir rotinas que se prolonguem no tempo. Isto, porque acredito que os hábitos mudam com os tempos e como tal vou antes enumerar os três factos que, a meu ver, marcaram o ano de 2015. Depois caberá a cada um fazer a sua parte.

Vamos lá, então, a esta árdua tarefa, recorrendo ao fantástico e “baratucho” filme de Sérgio Leone.

Há muito por onde escolher… Vejamos…

Poderia colocar como Bom o famoso acordo mundial sobre o Clima, mas num mundo onde o Capital é Rei e Senhor não creio que se vá cumprir à risca o dito Acordo de Paris, mesmo que esteja em jogo o futuro das próximas gerações. Hipocrisia nunca é nada de bom. Está mais para Mau.

E que tal irmos ao Mundo do Futebol? Aí teremos de se escolher algo que seja do agrado de todos. Ora vejamos… Que tal a “limpeza” que se está a levar a cabo na FIFA? Espera. Isto não é nada de bom, porque demonstra, mais uma vez, que onde há muito dinheiro há corrupção. E corrupção não é, nem nunca será, uma coisa boa. Para mais, o assunto só veio à baila, porque os Ingleses não vão organizar os dois próximos Mundiais de Futebol. Ora bolas, mais um Mau, mas ao menos já encontramos um dos Vilões de 2015.

Vamos então à Sociedade ver se encontramos algo de bom. A crise dos refugiados e a humanidade dos Europeus parece-me ser algo que se enquadra dentro das coisas boas de 2015. Contudo, espera… Só agora me lembrei que os Europeus só sabem ser humanos, quando os Media focam crianças mortas numa praia Grega e quando um conjunto de atrasados metais se lembra de andar aos tiros e a fazer-se explodir nas ruas de Paris. Para mais 2015 foi o ano em que a xenofobia voltou em força ao Velho Continente, expondo a ignorância que existe, em largas proporções, em certas zonas da Europa (muito em especial no Norte e Centro)… Esqueçam a Sociedade, então.

Ora bolas… Tenho de voltar novamente à Política.

Ora, deixa cá ver algo que tenha sido bom para todos em 2015… Na União Europeia, o que mais tivemos foram coisas típicas de um Vilão, dado que, durante mais de meio ano, vimos uma Europa partida em dois (Norte e Sul), numa espécie de Guerra Fria, onde a Europa do Norte massacrou por completo a Europa do Sul. Por França, a Extrema-Direita cresceu a olhos vistos. Na Hungria e na Polónia temos dois Ditador, perdão, Conservadores a liderar os respectivos países. Já na Península Ibérica parece que a Democracia voltou a ser aquilo que realmente é, mas isto não agrada a muita gente e esta gente tudo vai fazer para que a democracia volte a ser a podridão que era no antigamente.

E se numa última tentativa eu tentar ver se encontro algo de bom no que tem sucedido na Síria e Iraque?

Notícias recentes deram conta de que os Estados Unidos da América já reconhecem que a solução da crise Síria passa pelo respeito da soberania Síria, aceitando quem a governa. Para mais o Exército Iraquiano parece estar a ganhar terreno ao Daesh.

Só que devemos ir com calma… Soube agora que os norte-americanos voltaram a embirrar com os Russos, porque os Caças Russos feriram de morte o líder de um dos ditos Rebeldes pró-América. E eu a pensar que ia, finalmente, encontrar aqui o Bom de 2015!

Ora bolas. Parece que 2015 foi aquilo que se pode designar de Annus Horribilis. E eu nem me lembrei de falar aqui das falcatruas do Governo Passos/Portas que tiveram o seu ponto alto na implosão do BANIF!

Contudo, o que nos move é a esperança e eu tenho esperança de que o ano de 2016 seja um ano em que tudo vá mudar para melhor. Isto se Marcelo Rebelo de Sousa não vier a ser o nosso próximo Presidente da República… Ou melhor, se não tivermos Maria de Belém como Presidente da República… Não! Desculpem, Enganei-me. 2016 será muito melhor, se Edgar Silva não for o nosso PR. Ou será que é  Marisa Matias a pior escolha de todas?

Sabem que mais? Que se lixe isto do bom e do mau de 2015. Façam mas é o favor de entrar em 2016 com um enorme sorriso e com muita vontade de lutar por um futuro melhor!

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Pedro Silva

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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