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Nunca perca a fé na humanidade

Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.

– Mahatma Gandhi

A vida, as injustiças e a maldade… do mundo, ou das pessoas.

Esta poderia ser uma crónica diária ou até mesmo escrever-se uma atrás de outra e de outra, e de outra, sem nunca ter fim.

Porque com certeza, se todas as pessoas fossem capazes ou pudessem/quisessem relatar episódios das suas vidas pessoais, em que foram vítimas de injustiças e ou de maldade por parte de outros seres humanos, então haveria com certeza muito que contar.

Como me parece ser do senso comum, todos percebemos que ninguém nasce bom ou mau, somos, no entanto, habituados por via da educação e até mesmo do convívio com os outros, e da experiência da nossa própria vida a aperfeiçoar em nós, a bondade ou a maldade, na medida que em nos desenvolvemos intelectual e emocionalmente.

Há mesmo quem defenda que a bondade vem do coração e sustenta-se dele. Pelo que naturalmente, ao longo da nossa vida, se pretendemos sempre evoluir sem prejudicar ninguém, como podemos responder sem maldade, a quem apenas se preocupa em prejudicar o próximo?

Este é um sentimento que se trabalha, o da bondade e chega mesmo a ser quase um estado de alma. Nem sempre fácil de se manter é verdade, porque Jesus Cristo deu a outra face, mas nós somos humanos e, consequentemente, serão poucos os que verdadeira e legitimamente o conseguirão fazer de veras.

Não é fácil reagir à maldade humana com que nos deparamos todos os dias, e opormos-nos a esta com a bondade dos nossos gestos e palavras. E atenção, não se confunda bondade com palermice, porque uma palavra não é sinónima da outra, e consequentemente ser bom não é o mesmo que ser parvo.

Ser bom é ver nos gestos dos outros, ainda que não sejam perfeitos, o melhor que conseguirmos. No fundo mesmo que sejam imperfeitos, que o são naturalmente, tal qual como os nossos, deveremos procurar vê-los através dos olhos do coração.

E os olhos do coração permitem ver mais além nos gestos e atitudes menos boas com que por vezes nos deparamos, temos que ver mais fundo, até onde o outro não quer que nós cheguemos.

Existem, como todos sabemos, muitos motivos que nos mostram como a bondade pode ser vista como uma grande lição, ainda que não consigamos perceber o que motivou o outro a prejudicar-nos, e então se a bondade for a nossa resposta, não estaremos com esta postura apenas a livrar o outro das suas atitudes, mas acima de tudo libertamos o nosso coração de emoções negativas.

A grandeza de cada um está delineada no seu coração, na sua aptidão em responder aos outros com os seus gestos de generosidade, tendo como única intenção fazer os seus semelhantes mais felizes.

As boas pessoas reconhecem-se pela sua postura de indulgência para com o outro, aprendendo a desenvolver a paciência como estratégia para melhor compreender os demais. Sabem interpretar silêncios, respeitar espaços e oferecer amparo sempre que alguém precisa.

Entenda-se que pessoas boas não são necessariamente frágeis nem crédulas, simplesmente apreendem o código do respeito e avaliam as situações com humildade e altruísmo.

É difícil perceber como é que se consegue ser assim num mundo como aquele em que vivemos, é certo que nem sempre é como nós pretenderíamos, nem como o experimentamos no nosso coração.

Sem qualquer dúvida as pessoas bondosas são muito mais do que exibem ao mundo e aos outros, por vezes ocultam no seu íntimo, batalhas que apenas elas conhecem, emudecem promessas e amarguras impressas nos seus  sorrisos agradáveis porque não pretendem parecer fracos, ou falar aos outros dos seus lamentos.

As boas pessoas são humildes e guardam consigo os seus próprios pesos sem rancor, mas sobretudo auscultam sem ajuizar, falam sem ofender e analisam sem menosprezar.

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