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Ciências e TecnologiaSaúde

Não, ter demência não é ser maluco

Demência. É uma das palavras que mais custa ouvir. E depois, para além do que se passa dentro da pessoa, há os outros. Aqueles que dizem “está maluco”. Por vezes, o cuidado com as palavras é pouco, sobretudo, quando mais é preciso que se tenha cuidado com elas. O Alzheimer é a demência mais comum entre os portugueses e são muitos aqueles que não lidam nada bem com ela.

A demência é um termo utilizado para descrever os sintomas de um grupo de doenças, que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais. É uma doença progressiva que, ao longo do tempo, fragiliza o indivíduo. Pode surgir em qualquer idade, mas o mais comum é a partir dos 65 anos.

Os sinais iniciais são vagos, por isso, é importante fazer um diagnóstico médico. Os sintomas mais comuns numa fase inicial são a perda de memória frequente e progressiva, confusão, alterações na personalidade, apatia e isolamento, bem como perda de capacidades para a execução das tarefas diárias. A maioria dos casos não são hereditários. Atualmente, não existe prevenção ou cura para a maioria das formas de demência.

A Organização Mundial de Saúde estima que aumentem cada vez mais as pessoas que sofrem deste problema. Dentro dele, podem existir várias formas. A doença de Alzheimer é uma delas e a que tem mais destaque, representando cerca de 60% a 70% de todos os casos de demência. Há cerca de um mês, saiu no jornal Público uma notícia sobre a deteção de uma ligação entre o Alzheimer e a presença de um vírus no cérebro. Estes vírus que os cientistas associam a esta doença são herpesvírus comuns aos quais a maioria das pessoas é exposta durante a infância. Esta pode ser uma porta aberta para a investigação de progressos na medicina.

Para já, existem medicações que podem reduzir alguns sintomas e o diagnóstico numa fase precoce é importante. É normal que, quem sofra deste problema, possa sentir-se zangado e preocupado, mas também é importante fazer com que estas pessoas falem sobre o que sentem com alguém de confiança. A ajuda e o apoio podem fazer a diferença na vida do outro. É importante que o indivíduo doente perceba que continua a ser a mesma pessoa e que não está sozinho, porque há muita gente que compreende aquilo que está a passar e que podem ajudá-lo.

E não está mesmo sozinho. Há muitos famosos que sofrem ou já sofreram de demência, mais especificamente de Alzheimer, como foi o caso de Ronald Reagan, um dos ex-presidentes dos Estados Unidos da América. Mas também o vizinho do lado pode ter a doença, o conhecido de uma amiga pode passar por isso. Há uns dias, vi uma história na internet sobre um problema semelhante. A senhora, que está num lar, não se lembra nem sequer do seu nome próprio, mas o marido faz questão de a relembrar. Visita-a e pede-lhe em casamento todos os dias. Acredito que o amor seja uma das armas mais fortes para enfrentar a doença. Não, não a cura, mas traz felicidade, mesmo que seja por um compasso de segundos. E tenho a certeza que isso faz a diferença na vida de qualquer pessoa.

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Rita Almeida

Aspirante a jornalista. O gosto pela escrita faz parte de mim desde que me conheço. E penso que essa é a principal razão de ter escolhido o curso de Ciências da Comunicação para a minha licenciatura. Quanto mais o tempo passa, mais tenho a certeza que não podia estar em outro lugar.

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