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Moda e Feminismo de mãos dadas para mudar o mundo

A moda e o feminismo têm uma ligação que dura já a alguns anos. Numa luta constante para a afirmação da mulher na sociedade, vários são os momentos da história da moda, em que o feminismo assumiu a liderança.

Nos anos 20, Coco Chanel aparece e desafia o mundo à sua volta com ambição, determinação e energia contagiante. Designer e fundadora da marca Chanel, ficou eternizada pelos seus ideais feministas, que se refletiam nas suas criações de moda. A campanha pelo uso das calças e o movimento de libertação dos corsets, transformaram o quotidiano da mulher, tornando a sua imagem mais desportiva e casual. No entanto, Coco Chanel não estava sozinha nesta batalha a favor da igualdade entre homens e mulheres. Yves Saint Laurent também se juntou à causa, com a criação do smoking e das calças masculinas. “Hoje as mulheres andam normalmente de calças e blazer. Mas na época, a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel assim vestida. O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter outro papel”, explica Suzy Menkes, jornalista e crítica de moda. Todas as mudanças que vinham a surgir na moda estavam intimamente ligadas com os acontecimentos da sociedade, a mulher saiu de casa, passou a trabalhar em grandes cidades, a ocupar cargos de chefia, e para isso necessitava de vestuário que se adaptasse a esta nova frenética vida.

Passados 60 anos, o background social continua a ser determinante no momento de ditar tendências. “Todos devíamos ser feministas”, o slogan da famosa t-shirt da Christian Dior, usada e abusada por inúmeros fashionistas em redor do mundo, causou furor na internet, disparando com as vendas de uma das casas mais prestigiadas do mundo da moda. E não é só na roupa que o feminismo se tem manifestado. Falando em desfiles, a diversidade é a chave para o sucesso. No ano passado, na Semana de Moda de Nova Iorque, assistimos à participação de uma modelo com Síndrome de Down. Em Milão, a dupla Dolce & Gabanna, para além de trazer bloggers, atrizes, mães, filhos, mulheres curvilíneas de todo o mundo para a passarela, fez um elogio à maternidade, ao incluir uma grávida no seu desfile. Ashley Graham, ativista e modelo plus-size, tem dado poder às mulheres que fogem às medidas 90-60-90, com discursos e campanhas de body positivity, rompendo com os padrões de beleza.

E será este cruzamento entre a moda e o feminismo uma estratégia de marketing? Uns dizem que sim, outros dizem que não. Há quem veja a moda como um veículo para espalhar os ideais feministas a um maior número de pessoas. Depois, há aqueles que repudiam esta questão, vendo a moda como uma forma de negócio, num mundo cada vez mais capitalista. Uma coisa é certa, não podemos negar o impacto que o feminismo tem tido na moda. Está por todo o lado. Entramos na Bershka e lá está exposto a t-shirt com a mensagem feminista, que nos prende a atenção. A moda ainda tem muito que aprender com o feminismo, mas aos poucos, as mentalidades vão-se abrindo, e o mundo tornar-se-á num melhor lugar para viver.

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Liliana Pedro

Estudante de jornalismo, fashion lover e sonhadora nas horas vagas. "Tudo é considerado impossível até acontecer" - Nelson Mandela

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