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#ME TOO

A luta pela igualdade de género entre mulheres e homens é uma luta que vem de longe. O ano 2018 ficou particularmente vinculado com o movimento #ME TOO.

Este movimento veio trazer à luz do dia algumas humilhações que as mulheres passam quando expostas a homens de poder, e que utilizam esse mesmo poder para proveito próprio. Não que esta seja uma situação nova, a proporção e as denuncias que geraram é que causaram espanto!

Durante anos a fio, as mulheres silenciaram estes abusos consomados ou não, mas sempre tentados de que foram vitimas. Na maioria dos casos, mulheres jovens no arranque de carreira que se veem confrontadas com propostas indecentes, sob a jura de conseguirem fama e ascensão rapidamente.

Ninguém é leviano em pensar que estas ocorrências não se deram, com provas ou sem elas, sempre aconteceram em todos os meios profissionais e não profissionais. As mulheres foram sempre consideradas “presas fáceis” para este tipo de abordagem. É importante que se denuncie e não se deixe passar este tipo de comportamento, nenhuma mulher, nenhuma pessoa tem ou se deve sujeitar a este tipo de abordagem, o que acontece é que de um momento para o outro, parece que se adotou um comportamento extremista em relação aos homens e que todos passaram a fazer parte do grupo de culpados.

O importante, a meu ver, é a denúncia. Passar-se a mensagem, alertar e não esconder mais este tipo de atitudes que tanto homens e mulheres de poder adotam, quase como uma marca pessoal de domínio.

Não são apenas as mulheres as vitimas, somos todos.

Nesta equação, convém também referir que nalguns casos as mulheres também não são totalmente inocentes. Se vão lutar por um lugar de destaque apresentam-se da melhor forma que souberem e puxam pelos seus atributos, nada há mais poderoso que uma mulher confiante! Não quer isto dizer que isso servia de argumento para ser violada ou abusada, nada disso como é óbvio, mas vai tentar conquistar e seduzir o interlocutor. Nesse ponto não é inocente, mas também não vai à espera que a façam sentir-se como lixo ou descartável.

Nem todos os homens são bons, nem todos os homens são maus. Nem todas as mulheres são boas e nem todas as mulheres são más. No meio da tensão que este tipo de polémica gera, não podemos esquecer isto e meter todos no mesmo saco. Nem vamos passar a achar que tudo o que é galanteio masculino é uma afronta ou uma tentativa de abuso camuflado. Temos de conseguir chegar a algum distanciamento para conseguir perceber o que é ofensivo e o que não é.

É verdade que as mulheres foram durante séculos, senão desde sempre alvo deste tipo de situações e aguentaram-nas em silêncio porque era assim que se esperava delas, a sociedade, família e a religião incutiam no espirito que deveriam acatar. Felizmente que as coisas estão a mudar e que começamos a refletir melhor sobre atitudes e comportamentos patriarcais, que nunca fizeram sentido e que nos dias de hoje estão completamente out.

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Sofia Cortez

Licenciada em Comunicação Empresarial pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, mestre em Publicidade e Marketing sobre o tema: “As bandas como marcas que constroem os novos mitos: o caso dos THE DOORS e uma pós-graduação em Marketing Management pelo ISEG. Autora do Blog e da página de Facebook: omeuserendipity e do livro: “Devemos voltar onde fomos felizes” de 2018 pela Editora Cordel D’Prata. Apaixonada por palavras, textos e livros e tudo o que faça a criatividade mexer e construir coisas novas! Imperfeita, desajeita, chata e cabeça dura.Profunda, taciturna e pensativa mas incapaz de fingir. Aquela que atende uma chamada a qualquer hora. Que tenta a todo o custo não deixar mensagens por responder. Silenciosa mas cheia de vida. Capaz de amar as pessoas mais improváveis e de chorar com as situações mais inusitadas.

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