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Londres é sempre uma boa ideia (ou não)

Sou rapariga do campo, de montanhas, de cascatas, lagoas e muito verde, portanto, será justo dizer que as cidades nunca são bem a minha praia. No entanto, e como viajar é sempre uma óptima bagagem de vida, não me faço rogada a qualquer destino.

Visitei Londres pela primeira vez em 2009, época onde ainda não existiam (com a força dos tempos modernos) redes sociais, telemóveis sem pagamento de tarifas exorbitantes de roaming ou com câmaras fotográficas instaladas, e se havia, eu não tinha. As chamadas para casa foram feitas através de cabines telefónicas (das típicas, claro está) e as fotografias tiradas com a máquina fotográfica da altura.

Não fiquei impressionada.

Estive lá quatro dias, depois de ter passado uma semana no sul de Inglaterra – Bournemouth. Tive a sorte, diziam os entendidos, de apanhar dois dias de sol e dois de chuva, o que para mim, não me soava a sorte nenhuma. Estava um frio de rachar e o dito sol parecia uma lâmpada amarela, daquelas que transmitem a sensação de calor, mas que se ficam só mesmo pela sensação.

Não sou muito fã de transportes públicos, especialmente daqueles que andam debaixo de terra, fico maldisposta com facilidade e o facto de não ver nada do que se está a passar na rua deixa-me um bocadinho perturbada, posto isto, achei que o melhor seria palmilhar toda a zona de Westminter/Victoria “à lá pata”.

Visitei todos os monumentos principais, andei no London Eye, vi o render da Guarda Real e tive, ainda, a infeliz ideia de ir fazer um cruzeiro pelo Rio Tamisa em pleno mês de Novembro. Depois de ter deixado de sentir o nariz, e de uma certa paralisia facial se começar a fazer notar, cheguei à conclusão que aquela experiência tinha sido uma valente asneira e roguei três mil e quinhentas pragas ao senhor que me vendeu os bilhetes e que disse que iria gostar muito. Ora bem, a água daquele rio é castanha, não tem nada de bonito naquilo. Não reflete o sol naquele azulinho cristalino que eu estou habituado no meu Algarve, não aparece um peixinho que seja, e se aparece, não se consegue ver. O barco, ainda que ande devagar, anda com velocidade suficiente para congelar todos os ossinhos do corpo. Já disse que estava frio? E que estávamos em Novembro?

Era tudo caríssimo e levei quatro dias a comer Macdonalds ou chinês, no típico do sítio “eat as much as you want”. Uma barrigada de fome, foi o que foi, onde eu não via a hora de comer um cozidinho à portuguesa ou um bacalhau à gomes de sá. Se tivesse mais liquidez na altura, talvez tivesse comido melhor, mas…ainda assim…tenho as minhas dúvidas.

Mas, como o mundo até é pequenino, existem poucos sítios a visitar e, nove anos depois a liquidez continua a ser reduzida, no natal de 2018 lá fui eu novamente a Londres. Ah e tal os voos estão tão baratos, vamos lá!

O marido fazia anos nessa altura, e achei que seria um óptimo presente de aniversário. Vamos ver as iluminações de natal e os mercados e, desta vez, de certeza que já vou gostar mais…

A pessoa quando voa em low cost tem que saber que:

1º vai ficar no aeroporto mais longe da cidade;

2º vai pagar pelo bilhete de autocarro ou comboio, quase o mesmo preço do bilhete de avião;

3º vai perder duas horas na viagem até chegar ao hotel;

4º vai perder mais duas horas na viagem de regresso ao aeroporto.

Contudo, até aqui tudo bem, sabíamos ao que íamos.

Primeira noite no hotel e tive um calor tão grande que na manhã seguinte fui à recepção pedir para baixarem a temperatura do quarto. Quanto a vocês não sei, mas eu gosto de sentir aquele aconchego do edredão em pleno Inverno e não de estar a dormir só de roupa interior e toda destapada… não sei… complica-me o sistema. O recepcionista olhou para mim como se fosse um alien, mas, vá, adiante!

Visitei os monumentos típicos novamente, não visitei o London Eye, nem fiz o passeio pelo Rio Tamisa (pois claro!). Visitei pela primeira vez o Sky Garden, que foi uma agradável surpresa (não pode ser tudo mau, certo). O Sky Garden é, como o nome indica, um jardim no topo de um arranha céus, que tem uma vista magnífica para o Rio Tamisa e para o The Shard, e o melhor, é que é gratuito. Basta fazer a reserva através do website deles (https://skygarden.london/booking) com alguma antecedência, de forma a conseguir o horário do pôr do sol, que é, de facto, o melhor.

Ansiosa pela noite para ver as iluminações de Natal, chego a Piccadilly Circus e vejo as ruas iluminadas com anjos gigantes. Estava bonito, mas não me deslumbrou. Oxford Street estava à pinha, só para não variar muito, e as iluminações eram bolas de natal, também gigantes, e um ecrã com cores natalícias a dizer o nome da rua. Bonito também. Os mercados de natal também não me surpreenderam. Bonitos, bem organizados, mas sem grandes novidades.

Chegou o dia de visitar o Winter Wonderland. Estruturas enormes (lá em tamanho, os ingleses não olham a poupanças), barracas com comes e bebes, jogos, carrosséis e, de repente, pensei que aquilo não diferia muito das feiras lá da minha santa terrinha. Pronto, maiores, é certo, mais limpinhas, com menos gritaria, mas… qualquer semelhança não seria coincidência.

Julgo que as expectativas fossem muito elevadas, devido ao facto de ter lido e visto tantos comentários à volta da época natalícia em Londres, o que, para mim, acabou por ser um pouco ilusório.

Visitei o Harrods pela primeira vez e possivelmente a última. Foi agradável ir à casa de banho e ter um perfume à disposição em cima do lavatório, no entanto, em todas as lojas que entrei, era ver-me em movimentos muito lentos e controlados, com medo de partir alguma coisa que nem os salários de uma vida inteira chegariam para pagar.

Obviamente que a minha zona preferida de Londres são aos parques (não estão surpreendidos, pois não?).

Adoro os lagos, os esquilos (queria tanto trazer um na mala, mas então…!), os pássaros, os pelicanos, o verde, as árvores, as fontes. Adoro!

Se bem que, com 4º, às 8h30 da manhã, vi maltinha a tomar uma banhoca naquela águinha bem gelada, como se da piscina aquecida a 25º se tratasse. Pronto, escolhas!

Londres foi uma boa ideia? Foi, mas não volto lá tão cedo.

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Susana Correia

Auto-didacta que sempre teve na escrita a sua melhor forma de comunicação. Acredita que tudo acontece por um motivo, na força e no poder do pensamento e em energias positivas e negativas. Sabe que o amor é a resposta, independentemente da pergunta, e quando lhe perguntam qual é o seu, responde, sem hesitar, que é a filha.

2 Comments

  1. Visitei Londres a primeira vez em 2001 porque sempre quis conhecer. Fiz tudo o que um turista faz e tentei visitar tudo de que tinha ouvido falar. Houve coisas que me encantaram, outras que me desapontaram e outras que me surpreenderam.
    Como em todos os sítios, como em todos os países, como no nosso Portugal.
    Por contingências da vida, hoje vivo em Londres.
    Comparo as realidades que conheço, e concluo que há coisas de que gosto mais aqui, coisas que gosto mais lá e outras que não gosto em lado nenhum. Porque pessoas, são pessoas em todo o lado, e o tempo e estações do ano não podem muitas vezes ser comparadas. Um conselho, a quem viaja, para Londres ou para outro lado qualquer, não viaje de mente fechada e com o saudosismo tipicamente português instalado no seu coração. Nem tudo é mau, nem tudo é bom. Somos melhores em muitas coisas e os portugueses têm de saber isso. Mas também há coisas boas e melhores noutros lugares do Mundo. Mantenha a sua mente aberta. É o meu conselho.

    1. Olá Sandra,
      Agradeço o seu feedback e concordo com quase tudo, no entanto, não gostamos todos do mesmo e no meu caso especifico, não gostei de Londres. Já Roma, por exemplo, adorei. 🙂
      Boas viagens.

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