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CinemaCultura

Killer Joe

Num western dos tempos modernos, Killer Joe convida-nos a entrar no seu mundo dentro de um ambiente obscuro, misterioso e confuso. Ouvimos o seu nome, mas ainda não o conhecemos, e é quando o nome ganha forma que o filme adquire uma nova intensidade: o ambiente fica mais pesado, o cão, que ladra quando Chris vai a casa do seu pai propor-lhe a morte da sua mãe, não se atreve a pronunciar-se quando Joe Cooper aparece. A personagem que dá o nome ao filme, interpretada por Matthew McConaughey, vai entrando sorrateiramente na trama e assegura definitivamente o seu lugar quando inicia a sua relação com Dottie,irmã de Chris, uma jovem que acaba por se tornar uma das personagens mais ambíguas de todo o filme. Aparentemente inocente, Dottie vai revelando traços mais obscuros da sua personalidade em pequenas frases que vai proferindo. É com estas frases que percebemos que Dottie tem um entendimento mais profundo e atento do mundo que a rodeia do que aquele que à partida julgamos: Dottie diz a Joe “Os teus olhos magoam”, uma clara referência à actividade perigosa e assustadora daquele homem que tanto a intriga.

Num crescendo de violência, o filme atinge o seu ponto auge na cena em que Joe come frango com Ansel e a sua namorada Sharla, que até aí aparenta não ter uma relevância para a trama, mas a quem Joe dirige toda a atenção durante o jantar. O desenrolar da acção leva a uma das cenas mais perturbadoras a que tive o “prazer” de assistir na minha vida cinematográfica (não fosse Friedkin o autor da famosa cena do crucifixo no Exorcista). Numa mistura de violência física, sangue, sexualidade e coxas de frango, Friedkin consegue mais uma vez a proeza de desviar o olhar do espectador mais sensível.

O filme termina de forma inesperada, mas não imprevisível. A tensão crescente tem o culminar perfeito, com um twist delicioso aos olhos dos esperadores com mentes mais tenebrosas. Killer Joe não é um filme para todos, não será certamente para os mais sensíveis, e quem o vir não terá a tarefa facilitada. Mas quem se atrever a entrar no mundo louco do Texas e de Joe Cooper, não se irá com certeza arrepender.

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Cristiana Sousa

Cris, uma aspirante a jornalista com pronúncia do Norte, habitação em Coimbra e com a mente no mundo. Aficionada do cinema e do mundo dos sonhos, ainda anseia conseguir ver todos os filmes do mundo e visitar todos os países que conseguir antes de sucumbir ao peso da idade.

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