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Joy

Jennifer Lawrence é uma mulher de garra que vive um conto de fadas moderno.

Provavelmente se eu vos falar de Joy Mangano, não vão reconhecer o nome. Mas se eu vos disser o nome da sua invenção, o caso já muda de figura. Isso mesmo, Joy foi a inventora da esfregona milagrosa. Nos tempos que correm pode ser algo simples como um objecto comum, mas há uns anos atrás não era bem assim. Joy foi a criadora desta ideia e ajudou milhões de donas de casa espalhadas pelo mundo no decorrer das gerações.

A actriz Jennifer Lawrence é a protagonista deste drama leve, inspirado em factos reais sobre Joy Mangano, uma das empresárias com maior sucesso nos Estados Unidos da América. Desde criança que Joy sempre teve o dom para “inventar”. Criava soluções para tornar a sua vida mais prática. No entanto a sua vida familiar disfuncional não permitia ter muito tempo para se dedicar à arte criativa. Com a separação dos pais, o vício da mãe em telenovelas e a promiscuidade do pai, Joy casou-se muito cedo e teve dois filhos. O casamento não resultou, mas o seu marido Tony continuava lá por casa, ambicionando ser um cantor de sucesso. Na conflituosa família, Joy contava com o apoio da sua avó e da sua melhor amiga, num emprego que detestava, mas que lhe chegava para pagar as contas. Foi na forma de sonho (ou assim é contada no filme) que teve uma ideia e lhe mudou radicalmente a vida. O caminho para o sucesso não foi fácil, mas Joy provou ter a determinação necessária, mesmo com o risco de estar a perder tudo para alcançar o seu sonho.

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O realizador David O. Russell volta a juntar no grande ecrã Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. O casal já tinha estado presente em outros filmes de Russel como “Guia para um Final Feliz” (2012) e “Golpada Americana” (2013). Desta vez não são um casal, apenas amigos. Jennifer Lawrence interpreta uma mulher determinada e cheia de ambição, que inicialmente está “presa” numa vida sem oportunidade para o sucesso. Em “Jogos da Fome” interpreta Katniss, uma jovem com a mesma personalidade. O seu desempenho valeu-lhe uma nomeação para o Óscar, mas não conseguiu o prémio. Lawrence é mesmo a presença principal do filme, Robert de Niro e Bradley Cooper encontram-se na sombra de Joy. O argumento foi escrito por Russell e Annie Mumolo com breves momentos de raiva e alegria, em que o espectador sente-se quase como se pertencesse aquela família dramática mas ao mesmo tempo bem-disposta.

Joy” apresenta-se como um filme interessante e inspirador. Não é só a história de uma mulher que alcançou o sucesso, prova também que qualquer um pode ter o sucesso na vida que deseja. Concluindo apenas considero que o final devia ser melhorado, Joy termina demasiadamente “plástica” relativamente ao que começou e não só em aparência, mas também quanto à sua relação com Neil (Bradley Cooper). Russel revelou uma cinematografia limpa e com um seguimento histórico, da mesma maneira que começou, também terminou. “Joy” divide opiniões, respeita todos os parâmetros necessários para ser um filme plausível e aceitável, contudo não é memorável.

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Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

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