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Goza mas não te estiques!

Muitas vezes os maus exemplos são dados por nós, os mais velhos, na nossa cantilena de fazermos piadas com anedotas de “alentejanos”, “pretos”, “ciganos” e não nos apercebemos que passamos a mensagem errada, principalmente aos mais novos. Por vezes, é assim que damos origem a determinados preconceitos.

No entanto, como é que uma brincadeira inofensiva feita ao longo dos tempos pode-se tornar em algo tão problemático como a ideia de racismo? Basta ser dita no ambiente errado ou junto das pessoas erradas que entendam a brincadeira como uma verdadeira ofensa. Uma má reacção a uma anedota pode desencadear uma situação problemática e até mesmo levar à violência. Talvez a situação não se verifique tanto nas pessoas mais velhas, mas os mais novos podem usar as mesmas anedotas com maldade para gozar com um colega de escola. No fundo, o bullying pode começar por uma simples anedota contada aos amigos, uma anedota a gozar com uma pessoa “gorda”, uma anedota a gozar com uma pessoa que use “óculos”, uma pessoa que seja de outra etnia, são brincadeiras que para uns podem ser inofensivas e para outros podem ser ofensivas.

Muitos dos estigmas que temos hoje em dia na sociedade, estão relacionados com as anedotas que muitas vezes contamos uns aos outros em tom de brincadeira, o que vem apoiar a teoria de que as piadas só vêm reforçar o preconceito. Normalmente as figuras escolhidas, ou as etnias escolhidas (loiras, ciganos, pretos, alentejanos…) são associados a características físicas, psicológicas ou até a algum facto histórico, o que muitas das vezes a torna politicamente incorrecta, uma vez que o humor assim só tem piada ou graça se estiver a rebaixar alguém, inferiorizando esse tipo de pessoa ou de etnia.

Se formos a ver, todas as piadas sobre “loiras” são associadas a burrice e todas as piadas sobre alentejanos são associadas a lentidão e preguiça e por aí fora. Isto pode ter acontecido apenas porque alguém fez um comentário ou uma brincadeira sobre loiras ou alentejanos e a piada pegou, ficando eternamente na boca da sociedade.

Por muito que brinquemos, devemos ter sempre em atenção quando o fazemos à frente de crianças pois estas podem facilmente criar na sua cabeça um preconceito e usá-lo, mesmo que inconscientemente na escola contra algum colega, originando problemas mais sérios. Quanto a nós, adultos, depende da nossa consciência e civilização.

Mafalda Parreira

Sou a Mafalda e tenho 37 anos. Trabalho como repositora logística. Tenho o 12º ano e estou a tirar o curso de auxiliar de reabilitação e fisioterapia em horário pós-laboral, para exercer futuramente, pois é um dos meus sonhos e ainda não estou velha para o deixar escapar! Tenho um filhote lindo de 8 anos que me apoia muito e é o meu orgulho. Adoro ler, escrever, cozinhar, caminhar e experimentar coisas novas! Tenho 2 gatos maravilhosos (e um pouco loucos também!!) e um aquário cheio de peixes.

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