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Game of Thrones – Um ciclo que se fecha

Terminou hoje um ciclo que nos prendeu ao ecrã durante os últimos 8 anos. Goste-se ou não, “Game of Thrones”, a série baseada nos livros A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin, não deixou ninguém indiferente. Há quem ame, ou quem odeie, mas toda a gente conhece.

>> CUIDADO COM OS SPOILERS <<<

Estreada a 17 de abril de 2011, desde cedo marcou a sua posição como série do género “fantasia medieval”, com elementos de intrigas políticas, ação, algum drama, famílias e reinos complexos e elementos fantasiosos. Logo no seu primeiro ano “Game of Thrones” mostrou números impressionantes que atraíram aqueles que não tinham ficado convencidos com a sinopse inicial.

Ao longo dos anos e com o desenvolvimento da história, a série nunca perdeu audiências, muito pelo contrário, aumentou, ano após ano, a sua legião de fãs, tornando-se na série mais vista de sempre.

Para além da mais vista, esta série é também uma das mais caras de sempre, reservando um orçamento de aproximadamente 13 milhões de euros para cada um dos 6 episódios que compõem a, oitava e última temporada.
A título de curiosidade e ainda sobre números e sobre a grandiosidade que esta série atingiu, podemos apurar que foi filmada em 9 países diferentes, utilizou mais de 1700 quilogramas de borracha, bem como 1,5 toneladas de metal para fabrico de armas, 52 mil sacos de neve de papel, 15 mil litros de sangue falso, 12137 perucas e acessórios de cabelo e contou com 12986 figurantes irlandeses.

O alcance geográfico da série é também impressionante, uma vez que é exibida em 186 países, tornando-a numa série vista em quase todo o mundo. No que toca a recordes, temos também de salientar que é a série com mais Emmys ganhos, num total de 110 indicações, conseguiu levar para “casa” 38 Emmys. Será que a 8ª temporada vai engordar ainda mais este número? Estou em crer que sim.

Acho que tudo o que disse até aqui é suficiente para que se perceba que não estamos a falar de uma série comum, uma série que, apesar de ter bons índices de audiência, não passa disso mesmo, uma boa série. Porém e se vos disser, que desde o início da série, esta “doença” de “Game of Thrones” inspirou, nada mais, nada menos, que 150 pais a batizar os seus bebés de “Khaleesi”? Esta é a série que leva amigos a fazer apostas sobre quem morre em tal episódio, afinal de contas todos sabemos que o autor não tem problema em matar personagens, sejam elas secundárias ou principais.

Deixando os números de lado e, caso alguém esteja a ler isto e nunca tenha visto um único episódio, o que é que se pode dizer para ficar curioso o suficiente? Bem, “Game of Thrones” é, indubitavelmente, uma série com uma trama magnificamente criada e escrita, a realização e adaptação ao ecrã não ficam atrás dos livros, como muitas vezes acontece. É uma história com intrigas tão complexas e famílias tão vastas, que há quem tenha criado árvores genealógicas para conseguir interligar todas as personagens. “Game of Thrones” é uma série com dragões! (Se após isto não vos convenci, não sei que mais possa dizer)

Desde a primeira temporada, que começou de forma mais lenta, apresentando e contextualizando acontecimentos e personagens, a série marcou um bom ritmo e deixou em aberto pequenas pistas do que poderia acontecer futuramente. Se formos lembrar-nos da Patrulha da Noite, que desde a primeira temporada temia o que estaria a Norte da Muralha, podemos agora perceber que tinham razões para realmente ter medo. Se formos pensar que a morte de Robert Baratheon abriu portas para uma corrida ao Trono de Ferro, podíamos, desde início, prever que grande parte do enredo se centraria nessa questão.

E ao longo de oito temporadas, foi mesmo essa a questão para a qual toda a gente queria obter resposta. Quem será o grande vencedor deste “jogo de tronos”? Quem se irá sentar no Trono de Ferro e governar os Sete Reinos?

Hoje, após oito anos, sabemos a resposta, Bran Stark. Se durante oito anos achámos alguma vez que Bran seria rei? Eu não (pelo menos até ao episódio da semana passada). E muito me desilude esta escolha dos produtores. Sei que não sou a única, a Internet está em polvorosa.

Depois de tantos anos e de uma história que merecia, sem dúvida, um grande final, a escolha para rei dos Sete Reinos é pobrezinha e não agrada à maioria dos fãs. Para Mão do rei, Tyrion, uma boa aposta, mas nada de surpreendente. Daenerys tem o destino que merece, também ele esperado, e até exigido por milhares de fãs.

Neste último episódio, ficamos também a conhecer o final reservado a uma das personagens mais queridas e apontada como merecedora do trono, Jon Snow. Jon, que sempre mostrou sensatez e capacidade para ser um excelente rei, acaba por voltar para a Patrulha da Noite, deixando tudo para trás (Que último episódio este!).

Game of Thrones” acabou hoje. Vou sentir saudades. As segundas eram dia de Got, qual religião, que nos levava a sentar em frente à televisão em horário específico e absorver todo o “sermão” que do ecrã erradiava.

Assim se fecha um ciclo. Não há possibilidade de mudar nada, reescrever o final, matar mais este ou aquele. Contudo, falando por mim, vou ler os livros todos, talvez a narrativa me deixe mais feliz!

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