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Falemos do desemprego

Vou trazer até ao debate algo que já está farto e cheio de ser debatido na Praça Pública: desemprego!

O desemprego é, sem sombra de dúvida, um dos maiores flagelos sociais da nossa época. Haverão outros de pior índole, mas este é o que nos toca mais profundamente na alma, pois está sempre presente e não pede licença para nos estragar a vida.

O desemprego esteve e estará sempre presente em todo e qualquer país. Alguns apresentam uma taxa de desemprego elevada para o tamanho populacional que apresentam e outros conseguem apresentar esta mesma taxa bastante reduzida. Ou seja, o desemprego é uma questão de números. Só que são uns números muito especiais, pois por detrás destes está uma pessoa que, por alguma razão, não consegue arranjar um emprego e, desta forma, ter uma vida normal.

Posso, então, concluir que falar, opinar e analisar a questão do desemprego é uma tarefa complicada, séria e que não pode nunca ser tratada de forma leviana.

E por mero acaso foi isto que o actual Governo Passos/Portas fez nos últimos quatros anos? É desta forma que a Coligação PSD/CDS trata do assunto no seu programa eleitoral? Tem havido esta seriedade da parte do maior Partido da Oposição (Partido Socialista)? Acho que todos sabemos qual a resposta a esta questão que se cifra num tremendo e rotundo não!

O Governo e Coligação (e já agora o Presidente da República) limitam-se a fazer a festa e a lançar os foguetes, porque os valores da taxa de desemprego têm diminuído ao mesmo tempo que aplicam e apoiam medidas de austeridade sem rumo nem nexo. Esquecem estas personagens que a taxa de desemprego desce à custa da precariedade no trabalho… Efectivamente, há cada vez menos desempregados, mas, por outro lado, há cada vez mais trabalhadores precários que têm muita sorte, quando no final do mês conseguem levar para casa um ordenado que se cifre nos €500. E nem vale a pena falar aqui dos recibos verdes e freelancers que vêm mês não, mês sim o seu “salário” taxado por tudo e mais alguma coisa. E isto para não falar aqui que direitos no trabalho é coisa que para estes desgraçados(as) não existe.

Muito bem faz Mota Soares, quando se remete ao silêncio, quando questionado sobre os últimos números da taxa de desemprego. Realmente, para dizer asneiras já basta a malta que está por detrás dos spots e vídeos tresloucados e completamente alienados da Coligação.

Já o PS (Partido Socialista), não querendo ficar atrás no circo, eis que resolve mandar afixar uns cartazes, onde é dado realce a uma desempregada dos tempos em que José Sócrates era Primeiro-Ministro de Portugal. E que dizer da tremenda barafunda que os Socialistas têm andado a fazer com os números do desemprego, como se o problema fosse o Instituto Nacional de Estatística (INE) e não o desemprego? É nisto que dá dar tempo de antena a canalha sem a mínima noção do que é a Vida (nada que eu já não estivesse à espera).

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Pedro Silva

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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