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Façam o favor de ser felizes!

O ser humano procura incessantemente algo: ser feliz. Vivemos toda a nossa vida à procura dessa “coisa” chamada felicidade, que não sabemos o que é, mas desejamos tão afincadamente.

A felicidade é tudo menos aquilo que conseguimos ver. Andamos tão atarefados com o que se passa no nosso dia-a-dia, que não reparamos que a felicidade está nas pequenas coisas, aquelas que não conseguimos alcançar se não pararmos e olharmos com olhos de ver.

A felicidade pode estar numa pessoa, numa música, num momento, num abraço, num beijo. Aquilo que nos faz felizes depende de nós, da nossa personalidade e da nossa história de vida. Há, também, quem diga que a felicidade é algo permanente e, pelo contrário, quem defenda que é algo momentâneo.

A meu ver, a felicidade não é permanente – não somos felizes, estamos felizes em alguns momentos das nossas vidas. A felicidade está nos momentos. Para mim e tendo em conta algumas coisas que a vida me foi ensinando, estar (não acredito em ser) feliz é ser eu própria: sem floreados, sem fingimentos, apenas eu, em estado puro.

Sei que estou feliz, quando não tenho de esconder aquilo que sou, quando mostro os meus defeitos sem qualquer pudor e sei que há quem goste deles. Se não formos nós próprios, como podemos sentir felicidade? Será que alguém se sente feliz ao fingir?

Por outro lado, grande parte da minha felicidade está nas pessoas que me rodeiam, naquelas que fazem parte da minha vida. Por muito solitários que gostemos de ser, todos nós precisamos de alguém – mesmo que seja apenas uma pessoa – que nos acompanhe nesta jornada a que chamamos vida. São exatamente as pessoas que temos na nossa vida que constituem uma fração da nossa felicidade, porque é com elas que vivemos momentos únicos, que partilhamos emoções inexplicáveis, que vivenciamos experiências que serão eternamente recordadas.

A felicidade está nas pequenas coisas. Sinto-me feliz, quando vejo a minha mãe sorrir, quando o meu namorado me abraça, quando uma amiga me diz que gosta muito de mim. Sinto-me feliz, quando me dizem que me admiram, ou que valeu a pena terem-me conhecido. Sinto-me feliz, quando vejo um pássaro voar, porque pode, porque é livre de o fazer. Sinto-me feliz, quando me elogiam, quando me beijam, quando me abraçam e quando me permitem ser eu própria.

No entanto e acima de qualquer coisa, sinto-me feliz por saber que tenho um livro nas minhas mãos – a minha vida – que já tem algumas páginas escritas, mas que tem muitas mais em branco, à espera de mais uma história, uma experiência, um momento. Sinto-me feliz por saber que vivo e que tenho nas minhas mãos o poder de criar a história que irão contar sobre mim, quando já cá não estiver. E se estar vivo não for motivo suficiente para se sentir felicidade, então o que poderá ser?

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Joana Veríssimo

Licenciada em Jornalismo e Comunicação e com uma paixão enorme pela escrita.

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