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Eu confio. E tu, confias?

A confiança é um acto de fé e esta dispensa raciocínio.

– Carlos Drummond de Andrade

Não podem existir relações se não existir confiança, quer queiramos quer não, este é o alicerce que serve de base a qualquer relacionamento que se estabeleça entre pessoas. Mas a questão que se impõe é a seguinte: No mundo em que vivemos, com tanta competição entre nós, ainda será possível confiar em alguém?

Parece-me óbvia a resposta. É sempre viável confiar, desde que percebamos que a pessoa a quem oferecemos a nossa confiança é fiel, merecedora da mesma e, nós, igualmente dignos que deposite em nós a sua confiança.

A confiança não se compra nem se vende, é daqueles valores que se conquistam ou que se merecem na vida, por parte das pessoas com quem nos relacionamos.

No mundo em que vivemos, continua, creio eu, a ser possível confiar nas pessoas. Naturalmente não poderemos confiar desmedidamente ou sem qualquer tipo de filtro, ou seja, importa perceber os sinais dos nossos interlocutores e sobretudo ficar atento à nossa envolvência.

Contudo, acredito que sim, que continua a ser possível confiar em quem nos rodeia, no entanto alerto que eu sou uma sonhadora compulsiva que acredita num mundo perfeito em que todos podem viver em paz, de forma harmoniosa e sem as eternas competições que nos afastam e nos dividem, por vezes até de bons amigos.

Acredito que a confiança é algo capaz de se construir hoje em dia… obviamente sem esquecer que para se confiar nos nossos pares, seja no domínio pessoal, seja no domínio profissional, este valor da segurança e firmeza no outro terá que ser recíproco.

Sabemos bem que as pessoas que amamos são aquelas em quem mais confiamos, mas é certo que estas pessoas que têm o condão de nos “levar ao céu”, também nos podem arrasar por completo através das suas atitudes ou palavras, que podem afligir o nosso coração e calcar tão fundo na nossa alma.

Como diria Ernest Hemingway, “a melhor forma de saber se você pode confiar em alguém é oferecendo primeiro a sua confiança”.

Uma relação de confiança não implica ter que “saber tudo” sobre aquele em quem confiamos e que confia em nós, aliás quem confia não necessita de explicações.

Importa, pois, lembrar que o nosso cérebro precisa simplificar, de viver a sua rotina diária sem riscos. E o que é isso? É encontrar um equilíbrio emocional apropriado, onde a confiança seja o melhor emblema que possamos mostrar aos outros, estabelecendo relações de confiança e seguindo sempre na dianteira disponibilizando a nossa confiança ao outro para que possamos viver perfeitamente.

Se repararmos todos nós funcionamos muitas vezes em modo quase automático e, por isso, gosto de pensar em como é saudável trabalhar para fortalecer uma confiança mais ativa nos nossos semelhantes.

Confiar em alguém é como oferecer ao outro o que de mais sensível e precioso possuímos, o nosso coração, quem confia não questiona, este bem que designamos por confiança é um imenso valor, uma riqueza que deve ser presenteada ao próximo com muita atenção e cuidado, para evitar desilusões e deceções.

Com o tempo acabamos por perceber que se demonstrarmos aos que quem nos rodeiam que são confiáveis, cada vez mais estas pessoas terão atitudes e posturas alinhadas com esse pensamento.

A confiança alimenta-se da simplicidade das atitudes e sobretudo da honestidade da nossa postura, não é difícil perceber se podemos ou não confiar, a forma de ser e de estar de cada um mostra, ainda que muitas vezes inadvertidamente, se estamos em presença de alguém digno da nossa confiança.

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Ana Paula Marques

Assumo sem qualquer tipo de pudor o grande gosto que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra, construindo momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias. Verter palavras transformando-as em textos, são momentos de criatividade que me fazem mais feliz, e que espero, possa transformar de algum modo a vida de quem lê o que escrevo com tanto amor!

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