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Estavam (mais uma vez) à espera de quê?

Nos últimos tempos, têm sido imensas as mensagens de repúdio para com a política seguida pelos Estados Unidos da América e Itália no que à questão dos imigrantes ilegais/refugiados diz respeito. Nada que não mereça, do meu ponto de vista, todo e qualquer tipo de repúdio, contudo, face a tal a única pergunta que se me apraz colocar é esta: Estavam à espera de quê?

E coloco tal questão pela simples e manifesta razão de que tanto o Executivo norte-americano como o Executivo italiano foram eleitos pelos respectivos eleitores dos já aqui por demais citados países. O processamento odioso que a Administração Trump tem utilizado na questão dos imigrantes ilegais fazia parte do programa eleitoral que foi a votos nos Estados Unidos da América. Donald venceu as eleições e agora está, tão-somente, a aplicar aquilo que prometeu ao seu Povo que iria fazer. O mesmo tipo de pensamento se aplica ao actual Governo de Itália. Vir para a Praça Pública dizer-se que nenhuma das figuras aqui citadas representam a maioria dos seus eleitores é, no mínimo, caricato, pois tal argumento é na base de que as regras do jogo só não servem quando os resultados da governação não agradam.

A problemática da imigração ilegal e a da vaga de refugiados que tem aberto – ainda mais – as fendas da União Europeia devem, na ninha opinião, ser vistas de uma forma mais abrangente. Condicionar estes dois problemas (e as respectivas soluções desumanas) aos governantes é não querer ver a questão no seu todo. Até se me atrevo a dizer que tal postura não é mais do que uma mera questão eleitoral. Ao agir de tal forma a oposição aos respectivos Executivos colocam-se numa posição mais confortável no seu papel de oposição e a confrontação política fica mais fácil dado que a postura dos Estados Unidos da América e da Itália nestas questões é (evidentemente) deplorável.

Já aqui o disse e não me canso de repetir. A questão da imigração ilegal e dos refugiados tem como base as políticas expansionistas e de exploração irracional que os chamados países desenvolvidos levaram a cabo no passado. É que ninguém é imigrante ilegal, porque quer. Tal como ninguém é refugiado, porque lhe dá um certo prazer. Os conflitos “plantados” no continente africano, as intervenções militares unilaterais, a moldagem forçada de regimes “democráticos” à moda do ocidente e a imposição à força das ideias do FMI às economias menos desenvolvidas são algumas das vastas razões que explicam (mesmo que parcialmente) as imigrações ilegais e a vaga de refugiados.

Para encerrar este assunto aconselho quem me lê a assistir com atenção ao filme “Gangs de Nova Iorque” de Martin Scorsese. Tal vai ajudar a perceber as questões que estão aqui em cima da mesa e a razão pela qual é um absurdo andarmos a discutir a questão sem olharmos ao seu fundo.

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Pedro Silva

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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