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Ciências e TecnologiaSaúde

Estarão os Millennials a tornar-se assexuais?

Nasceste entre 1980 e 1996? Então este artigo é para ti (e para mim também, ups). Segundo evidências científicas (já que vivemos numa era em que supostamente existem estudos para tudo e mais um par de botas) parece que esta nossa geração tem relações sexuais com menos frequência do que as gerações anteriores.

Bem, quanto a mim vou calar o bico que me serve perfeitamente a carapuça, contudo relativamente ao que vejo dentro do consultório, a verdade é que não é preciso fazer investigações aprofundadas para chegar a esta conclusão.

E quanto a ti? Questiono se tal acontecerá por desinteresse, por medo ou por qualquer outra razão.

Numa primeira reflexão, vem-me à cabeça o facto de andarmos preocupados com o ter ou não trabalho, com os pais a chatearem porque chegamos tarde a casa, com a crise, com o cão, o gato e o periquito. Sabemos que a maioria de nós ainda vive em casa dos pais, logo não dá jeito levar alguém lá a casa para passar a noite (no quarto ao lado estão os nossos pais ou os pais dele/dela). Não é de todo a melhor opção. Ir para um quarto de hotel seria uma excelente ideia mas temos dinheiro para isso? Hum, sobra-nos o carro…

Segundo os estudos parece que estamos cada vez mais a adiar a nossa primeira relação sexual porque temos medo que o nosso desempenho não vá de encontro às expectativas do(a) nosso(a) parceiro(a).

Bem pensando mais a fundo talvez faça algum sentido. Crescemos a ser bombardeados com informação sobre sexo e todos os seus meandros que poderemos ter criado uma imagem distorcida que nos leva a ter receio de não sermos suficientemente capazes (até porque nos vídeos hot o pessoal consegue tudo e mais alguma coisa com uma facilidade imensa).

Por outro lado, a utilização do termo assexual não foi incluído no título deste artigo por mero acaso. Cada vez mais surgem pessoas que não têm qualquer necessidade a este nível e vivem melhor se não se pressionarem nem forem pressionadas para um envolvimento sexual. Antigamente havia que cumprir com as regras do casamento em que a satisfação dos desejos do(a) parceiro(a) eram pedra fundamental independentemente da vontade da pessoa. Hoje conquistamos a liberdade para dizer não, apesar de nem todos os casos correrem tão bem quanto o desejado.

Existe um outro fator que devemos ter em conta. A sociedade atual está catalogada como mais individualista, logo surgem com frequência situações de pessoas que têm cada vez mais relações virtuais e/ou fugazes que não permitem o estabelecimento de uma rotina de envolvimento sexual frequente.

Seja como for, se te identificas com esta forma de vida e se fazes parte deste grupo crescente, não caias no erro de fazeres o que quer que seja só porque é o socialmente estabelecido. Eu própria, há alguns anos caí nesse erro e não ganhei nada com isso.

Todos somos diferentes e todos temos o nosso tempo. Não adianta estabelecer balizas temporais para isto ou aquilo. Estamos cá para romper essas balizas, mesmo que isso signifique que esta geração tem menos relações sexuais do que a geração anterior. Aliás, importa a quantidade ou a qualidade?

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Vera Silva Santos

Licenciada em psicologia com quase treze anos de experiência a ajudar a "nascer" e com uma tendência crescente em escrever aquilo que vou observando, sentindo e pensando. Porque tudo pode ser mais simples, acredito no ser humano e nas suas capacidades, por isso não desisto daqueles que precisam de uma palavra minha!

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