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Em Portugal, mais vale remediar do que prevenir

Portugal...

Olhando para as maiores tragédias ocorridas em Portugal, temos como causa as cheias, os descarrilamentos de composições ferroviárias, as quedas de aeronaves, os incêndios e os colapsos de estruturas.

Todos vimos recentemente na comunicação social a tragédia ocorrida em Borba, aquando do colapso da estrada que atravessava duas pedreiras, locais de exploração e extração de “bens preciosos” como alguns o apelidam, a pedra mármore. E eu pergunto: Então e a vida não é preciosa? Julgo que seja o bem mais precioso… julgo não, tenho a certeza.

Recuamos no tempo. Indo a 2017, constatamos que só em incêndios florestais perderam a vida 104 (óbitos confirmados) pessoas. Ano após ano, se fala em limpeza de terrenos, em prevenção, em medidas, mas é sempre mais do mesmo.

Eu pergunto: Meus senhores, o que tem vindo a ser feito aquando a sinalização por parte das entidades de algum edifício, estrutura em risco de ruir parcialmente ou totalmente e garantir ofensas á integridade física de terceiros? Digam-me, o que tem sido feito?

Vamos lá criar uma comissão de estudo, só mais um gabinete para encher de material bélico e algumas pessoas estudarem/analisarem os riscos que já foram reportados.

Não me venham mostrar os senhores engenheiros de fato, gravata e capacete branco a visitar esses locais, pois parece-me areia para os olhos e se penso em areia, recordo ainda, em pleno século XXI, o colapso da Ponte Hintze Ribeiro, ponte essa que fazia a ligação entre as localidades Castelo de Paiva e Entre-os-Rios.

Vamos apurar responsabilidades, vamos lá. Este jogo do empurra faz-me lembrar aquela brincadeira que eu tinha na escola primária, o jogo das cadeiras, onde muitas das vezes os últimos dois se sentavam na única cadeira, não caindo nenhum. Todos sabemos que esse não é o resultado que se possa ter nesse jogo, mas lá ia acontecendo até que um ficasse estatelado no chão ou acabasse o tempo da brincadeira e, puff, ninguém perdia.

Confesso não perceber por que razão não são feitas as intervenções nos locais reportados. Falta de dinheiro? Ou é a crença de que nada vai acontecer que impera? O comum mortal, onde eu me incluo, pensa que só haverá a devida atenção, quando alguém importante para quem decide for a vítima.

Faz-me lembrar o “gatuno” que saiu sempre das instâncias judiciais com pena suspensa, após detenção por furto de veículo automóvel, até ao dia em que o veículo furtado foi o do senhor da bata preta.

Será que a culpa morre sempre solteira?

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Bruno Marriço

Como alguém escreveu um dia, “ Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos. “.

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