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Crónicas

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.

Tanta coisa que aconteceu e carece de dissertação que nem sei para que lado me virar.

Ele é o Governo Familiar que parece um trem de cozinha da Ideia Casa e há sempre lugar para mais um tacho. Só me questiono como é que organizam as férias ou se forem os dois despedidos e tiverem que viver do fundo de desemprego uns tempos. Não deve ser nada fácil, mas isso ninguém vê: o tremendo risco que estão a correr.

Entretanto, no outro lado do mundo, em Brunei, quem governa é a Sharia, a lei islâmica na forma mais pura. Apedrejamento passa a ser a punição para crimes como adultério e homossexualidade, mas nada temam, porque há sempre uma segunda hipótese: as chibatadas até à morte. É à escolha do juiz. Crimes mais pequenos, como roubo, por exemplo, terão apenas como punição a amputação de uma das mãos. Neto de Moura está a tentar perceber se consegue equivalência da magistratura para o país asiático e já compilou todos os seus acórdãos como anexo ao Currículum Vitae.

Ainda por terras estrangeiras, mas desta vez aqui bem mais próximo, na Polónia, um grupo de Padres católicos queimou alguns livros de fantasia por considerarem que seriam sacrilégio e, por conseguinte, atentariam contra as leis da Bíblia. Eu, por acaso, concordo: nunca achei que o Harry Potter fosse uma boa influência, sempre preferi Moisés que pelo menos tinha feitiços mais úteis e fazia brotar água das rochas em pleno deserto. Já com o Crepúsculo duvido que a coisa tenha funcionado: toda a gente sabe que os vampiros só morrem se forem desmembrados antes da fogueira. Como os livros estavam inteiros, não me parece que tenham conseguido eliminar os Cullen de vez. Para isso, talvez se devessem juntar aos Volturi, duas organizações milenares, que escondem criaturas com poderes especiais e acreditam que são o divino. As duas juntas talvez conseguissem fazer alguma coisa em prol dos livros de fantasia, agora sozinhas… Não me parece.

Calma que há pior: a Maria Leal lançou uma nova música. Para crianças. Um autêntico massacre sonoro e genocídio visual. Ao pé disto, tudo o resto parecem nuvens de algodão doce. O lado positivo é que Tarantino já pensou nela para o próximo filme sangrento e até já tem possível argumento: meia dúzia de inocentes numa sala fechada com isolamento acústico, enquanto ouvem Maria Leal em loop. Só está a ter algumas dificuldades com a duração do filme, uma vez que até agora ninguém aguentou mais do que três minutos, bem como com a contratação de actores capazes de aguentar semelhante sacrifício em prol da sétima arte.

Assim vai o mundo em abril de 2019. Perdão, em abril de 1719.

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Andreia Santos

Parva a tempo inteiro, blogger nas horas vagas.

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