Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!
Bem-EstarLifestyle

Elos

A nossa principal força, aquela força que não nos deixa desistir de viver, tem de se chamar amor. É quase um lugar comum. No entanto, a verdade é que o amor que sentimos, seja às pessoas, a qualquer coisa metafísica, à arte, ao desporto, ao trabalho ou até mesmo a um animal, faz com que tenhamos um elo com a vida.

Como tudo na vida é feito de ilusões e desilusões, nós precisamos dessa corrente que nos prenda a ela e que faz com que tenhamos uma razão ou um motivo para não desistirmos.

E não é fácil conseguirmos viver sem esse chão que nos sustém na inconsistência de uma vida, onde nada é eterno e tudo muda com uma rapidez considerável. Por essa razão, necessitamos de algo que nos agarre de modo inequívoco a um projeto tão volúvel como é viver.

A minha estabilidade emocional é reflexo de como eu me sinto, ou não, amada. Isto parece simples, mas não é. Aqui o conceito de amor é tão abrangente como o próprio sentimento em si e significa ser aceite, integrada, realizada e segura perante um todo que é todo o universo de pessoas e atividades em que me movo.

A família, quer seja a de sangue ou a que escolhemos para nós, é também o nosso porto de abrigo, mas inevitavelmente também uma fonte e foco de amor. De todas, talvez a mais importante. Há pessoas que se seguram à fé ou a alguma atividade pela qual nutrem uma grande paixão ou amor. O importante é sentir esse consolo e esse amparo.

E quando existe uma quebra num desses elos, quer seja pelas inevitabilidades da vida ou na sequência de alguma ocorrência menos feliz, precisamos que os outros elos sejam firmes e fortes. Precisamos de nos agarrar a um qualquer outro amor, mesmo que seja o amor próprio.

Em jeito de confidência, o que me sustém é o amor que me liga à família, mas o amor que me liberta e me dá aquele equilíbrio tão necessário às minhas rotinas diárias é ler e escrever, deixar correr o sentimento, letra a letra, palavra a palavra, frase a frase, seja em que sentido for: ou interiorizando ou exteriorizando.

A leitura e a escrita são os elos que me seguram à minha constante evolução, quer na procura de novos conhecimentos, quer pelo desafio que é pensar, solidificando uma consciência sobre tudo o que me rodeia. São esses elos que criam as estruturas necessárias para viver e para amar.

Talvez por coincidência, ou não, trago na minha pele duas tatuagens: uma em que as minhas iniciais formam um coração dividido e outra um infinito, como dois elos entrelaçados em corações que simbolizam toda uma corrente de amor que trago em mim, enquanto viver.

Ana Marta

Uma alma estranhamente comum que divaga pelos assuntos do quotidiano, aliando gosto pela escrita à mania de "dizer coisas".

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Back to top button

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker
%d bloggers like this: