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É Tão Bom Não Saber Tudo

A sociedade moderna está aliada a um crescimento tecnológico veloz que permite um progresso estupendo, espelhando-se isto tanto no conhecimento da coletividade humana como no conhecimento pessoal e individual de cada um. A informação a que temos acesso a cada segundo e em ilimitadas situações faz prosperar cada vez mais a conjuntura de ideias e pensamentos que possuímos, verificando-se mais do que nunca a nossa capacidade da expansibilidade cerebral que tanto nos distingue dos outros seres vivos. Através da atualização cada vez mais sistemática e rápida dos acontecimentos em qualquer lugar do mundo e em tempo real, sem tabus ou limitações, e com extrema funcionalidade, podemos considerar que o ser humano se encontra numa era incrivelmente vantajosa, na qual se encontram reunidas todas as características e propriedades necessárias para a saciação da sede de saber de qualquer indivíduo curioso.

Afinal, adquirir competências em diversos domínios e lapidar habilidades são capacidades que nascem com o Homem e que, por isso, devem ser usadas, fazendo parte do seu sistema natural. Isto é incrivelmente saudável a nível psicológico e benéfico a nível pessoal, tornando-o cada vez mais capaz e melhorando os seus comportamentos para seu benefício, edificando uma vida própria mais realizada e com intermináveis opções de escolha que o tornam ainda mais livre.

Contudo, seria mais fácil nascermos já com todo o conhecimento intrínseco em nós? Ou melhor: existirá alguma bênção em não saber tudo? Claro que sim.

Somos seres em construção que dependem da constante novidade e esclarecimento para que tenhamos vislumbres e epifanias que fazem os nossos olhos brilhar com novas luzes e precisámos da possibilidade de sentir a realização satisfatória de cada momento em que participamos nas nossas próprias vidas e em que atingimos metas impostas por nós próprios. Precisamos de espaço limpo e desguarnecido em nós mesmos para que tenhamos vontade de o preencher à nossa própria maneira, como se se tratasse de um livro com páginas em branco prontas a serem escrevinhadas, caso contrário não passaríamos de seres vulgares com um previsível caminho já traçado e correspondente a um vácuo espiritual. O desconhecido leva-nos a ser curiosos e a que tenhamos vontade de recorrer à aventura, fazendo-nos tomar a iniciativa de sair da nossa zona de conforto num ato de coragem tremendamente desconcertante que nos faz respirar um ar completamente novo, como se de repente nascêssemos de novo e nos transfigurássemos através de um ato iluminista.

O facto de termos de tomar decisões no âmbito da incerteza e de sermos obrigados a dar tiros no escuro faz o nosso sangue fervilhar e o nosso peito palpitar como se estivesse mais vivo do que nunca, tornando-nos vigorosos a cada passo em que nos aprimoramos depois de cada lição guardada, após cada escolha tomada. Tudo isto permite o indivíduo achar-se de forma única e sui generis consoante interesses e gostos, aprendizagens e experiências, elevando-se assim a variedade humana e remetendo-nos a uma competitividade saudável imprescindível para nos sentirmos vivos, forjando-se a existência de verdades pessoais e opiniões próprias que nos torna sempre mais interessantes e lutadores de valores que marcam a histórias e suscitam lendas.

É esta metamorfose de um novo ser que tolera uma evolução constante ao seu próprio ritmo, oferecendo-se assim o tempo ideal a cada circunstância e a sensação pretendida a cada sentido, tornando a vida mais fascinante. Uma vida onde somos levados a recorrer à ajuda e à partilha de conclusões e aprendizagens com outros, formando-se e fortalecendo-se assim relações interpessoais que tanto dão essência à nossa passagem temporária pelo mundo e viabilizando a criatividade e imaginação que cada um alcança consoante a sua panóplia única de ideias e verdades pessoais, principiando-se artes e filosofias que nos remetem a reflexões deslumbrantes e visões reveladoras e que tanto nos fazem velejar nos nossos sonhos mais bonitos.

É assim, através da nossa contínua aprendizagem, que desenvolvemos os nossos próprios pensamentos, formalizando-se as nossas próprias ações, que se tornam nos nossos próprios hábitos, que definem os nossos próprios destinos.

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