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Dos Refugiados a Portugal, tudo de um extremismo tal

1 –  Volto à temática dos Refugiados para dar conta da forma como estou assutado com certas posições e declarações de pessoas que tem responsabilidades naquilo que dizem e fazem. E aqui não me refiro aos Políticos pois estes mudam de opinião consoante o vento. Refiro-me antes a certos Jornalistas que supostamente estão a acompanhar o drama dos Refugiados em Budapeste (e arredores) e que acham bem a forma desumana, xenófoba e irracional como as Autoridades Húngaros (e não só) estão a lidar com o problema. Dizem tais Jornalistas que ninguém deve entrar de qualquer forma na Europa e quem diz o contrário ou é estúpido ou é irracional.

Custa-me um pouco aceitar que quem defenda o auxílio aos Sírios que fogem de uma Guerra patrocinada pelo Ocidente ache que estes devam entrar de qualquer maneira no espaço Europeu. Nós, defensores da ajuda a quem dela precisa, não somos assim tão estúpidos como certas personagens nos querem fazer parecer.

Já pelo contrário estúpidos no pior dos sentidos são aqueles que andam nas Redes Sociais e derivados a espalhar a ideia peregrina de que todos os Sírios são Terroristas disfarçados que e que nos vão exterminar a todos. Pensava eu que a estupidez tinha finado nos anos 40 do século passado, mas pelos vistos esta está viva e continua a fazer das suas.

2 – Ainda sobre a questão dos Refugiados há que dizer que é patética a actuação do Presidente Francês François Hollande.

Perante o problema qual tem sido a última resposta do Presidente Francês? Ataques aéreos sobre posições estratégicas do Estado Islâmico. Quer dizer estas pessoas fogem da Guerra e Hollande pretende agudizar ainda mais esta mesma Guerra.

O arsenal Gaulês deve estar mesmo muito próximo do final do prazo de validade pois só assim se explica esta resposta única para todos os problemas que surgem naquela região do Globo.

Para mais está mais do que provado que isto de ter os aviões a despejar bombas não serve de nada se não houver logo de seguida uma intervenção armada via terrestre. E é aqui que “a porca torce o rabo” pois os vizinhos da Síria (entenda-se aqui Israel e Turquia) dão-se mal com os Sírios mas estão “numa boa” relativamente ao Estado Islâmico.

3 –  António Guterres, Alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados mostrou todo o seu desagrado perante a falta de solidariedade dos Estados-membros da União Europeia na busca de uma solução para o problema dos refugiados.

 Então de que estava á espera o Sr. Engenheiro? De milagres? Se aquando da grave crise da zona euro tivemos um bloco de Países a impor à força a sua lógica a outros Países como podemos agora exigir que haja solidariedade na União Europeia seja sobre que questão for?

4 – Cá por Portugal está tudo na mesma. O último desenvolvimento prende-se com a infantil troca de acusações (mais uma) entre o Partido Socialista (PS) e Coligação (PSD7CDS-PP) sendo que desta vez andou-se a apurar quem chamou a troika, como se isto tivesse muita importância para o futuro de Portugal. Já apresentar ideias, iniciativas e formas de estar na Europa e no Mundo “vai no batalha” como se diz cá pelo Porto. E as eleições legislativas são daqui a umas semanas.

Efectivamente a Política em Portugal está morta e bem enterrada tendo sido substituída pelas trocas de galhardetes entre as Claques organizadas, perdão, militantes dos respectivos Partidos (e não só).

5 – A venda do Novo Banco falhou e foi “empurrada” para uma nova legislatura. O mesmo é dizer que o Governo Passos/Portas falhou redondamente neste processo e que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter outro BPN para pagar.

Quem discordar de tal conclusão que leia/ouça o que disse a Sr. Ministra das Finanças sobre o assunto e o “mero impacto” contabilístico que este falhanço terá nas contas públicas. E isto é somente a ponta do icebergue…

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Pedro Silva

“É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida.” (Salvador Dalí)

Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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