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Ciências e TecnologiaTecnologia

Destiny – O jogo dos 500 Milhões

Muitas vezes, no cinema, ouvimos que X filme custou cem, duzentos, ou trezentos milhões de dólares a ser produzido. Já não é algo que nos cause impacto ouvir. No entanto, os videojogos têm emergido como mais uma forma de arte e, como tal, há cada vez mais dinheiro à volta desta industria. Destiny, desenvolvido ao longo de quase dez anos pela Bungie e distribuído pela Activision, foi o exemplo mais sonante dos últimos tempos. O jogo teve um custo de produção e marketing que rondou os 500 milhões de dólares, que é algo como 160 milhões a mais do que custou  o filme Piratas das Caraibas: Nos confins do Mundo (2007), que se ficou pelos 340M$ e mesmo assim foi o filme mais caro de sempre. Porém, será que o jogo faz realmente justiça a estes números?

Em Destiny, encarnamos o papel de um Guardian ressuscitado com o objectivo primordial e, na minha opinião, linear e cliché de salvar a humanidade de uma ameaça alienigena. Same Old, Same Old. Durante esta aventura de ficção cientifica, que decorre dentro de 700 anos, percorremos a Terra, a Lua, Marte e Vénus, na perspectiva de um shooter na primeira pessoa. Ao longo da nossa epopeia pela sobrevivência, viajamos com um robô voador denominado Ghost, cuja voz é nada mais nada, menos do que a já tão estimada voz de Peter Dinklage, mais conhecido como o “anão” Tyrion Lannister da aclamada série televisiva Game of Thrones.

O verdadeiro trunfo do jogo acaba por não ser a história. Destiny, para além de abraçar a categoria de FPS (First Person Shooter), abraça também a categoria de MMO (Massive Multiplayer Online). O que isto na realidade nos transmite é que o jogo foi, desde o início, concebido como uma experiência que vinga pelo multijogador, podendo cada um de nós jogar toda a nossa aventura a solo, ou, caso queiramos, ao lado de amigos, num mundo, onde existem mais jogadores paralelos à nossa missão.

A nível sonoro, a trilha do jogo foi composta por Martin O’Donnell, que já tinha previamente elaborado a tão aplaudida trilha da saga de videojogos mais famosa da BungieHalo. Novamente em DestinyO’Donnell conseguiu um trabalho tão bem feito, que quase rouba o papel principal ao jogo em si, num conjunto de melodias tão imersivas como só ele sabe criar.

No departamento gráfico, o jogo mostra-se bastante consistente, com ambientes muito ricos e de grande escala. Desde as paisagens da Lua, até aos inóspitos lugares evacuados da Terra, o detalhe não foi deixado ao acaso. Na Next-Gen de consolas, na versão de Playstation 4, é possível a resolução de 1080p, enquanto que a versão de XBOX One corre à resolução substancialmente mais reduzida de 900p.

Posto isto, Destiny é realmente um jogo a ter em consideração. Todavia, para todo o hype que gerou e todo o investimento nele deixado, acabamos por ficar com a sensação de que falta algo, mais não seja uma história desenvolvida a nível multidimensional e com mais elementos que nos façam querer continuar, evitando a linearidade que nos foi deixada com um jogo de progressão unilateral.

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Carlos Vaz

Estudante de Engenharia Electrónica na Universidade do Minho, nutre especial interesse por tecnologia, cinema e videojogos. Faz dos videojogos o seu hobby principal, coleccionando tudo o que consegue encontrar.

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