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Da opressão para um futuro melhor

A bíblia diz-nos que Deus criou o Homem e a Mulher, à sua imagem e semelhança, para reinarem como iguais sobre animais, mar e terra. Aos dois foi dada a mesma dignidade e estatuto para serem tratados como duas partes iguais em facetas diferentes da mesma moeda. No entanto, a trajectória da mulher na história da Humanidade tem sido pautada por períodos de opressão e submissão que ainda persistem em pleno século XXI.

Se no mundo ocidental, a mulher conquistou, à custa de muitas lutas e protestos feitos por movimentos feministas que reivindicaram a igualdade de géneros, o seu lugar na sociedade contemporânea (apesar de ainda existirem algumas desigualdades quanto à paridade de remunerações entre homens e mulheres), em países como o Afeganistão, a Arábia Saudita, ou a Somália a mulher continua a ser oprimida e relegada a um papel de mera progenitora.

Recentemente, o caso da jovem indiana, que faleceu, após ter sido vítima de uma violação em grupo, precipitou uma onda de protestos e indignação na Índia, país onde todos os anos milhares de raparigas são violadas e onde raramente os culpados são punidos por esse crime. Este exemplo é só mais um a juntar aos casos diários em que a liberdade da mulher é atropelada, ao qual o mundo não está indiferente.

O livro dos jornalistas Nicholas Kristof e Sheryl WuDunn, Half the Sky: Turning Oppression into Opportunity for Women, que documenta vários exemplos de pessoas e organizações que têm combatido este flagelo, mostra que o mundo não está adormecido perante esta situação, enumerando casos de raparigas jovens ou mulheres, que utilizaram o seu exemplo para ajudar “a transformar a opressão em oportunidades”. Inspirado neste livro surgiu um movimento com o mesmo nome que pretende promover este livro a nível internacional e o documentário, que estreou em Outubro de 2012 nos EUA e será distribuído pelo resto do mundo este ano, sensibilizando cada vez mais pessoas para esta causa, precipitando uma mudança nas nações onde a mulher ainda se encontra privada dos direitos essenciais à condição do ser humano.

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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