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Crianças e jovens nas “férias grandes”

Nos nossos dias, os estudantes, habitualmente, têm cerca de três meses de férias, de finais de Junho a meados de Setembro. Muitas vezes, as famílias tentam encontrar formas diversas de as crianças e os jovens se ocuparem, de forma minimamente produtiva. Ou não. Ora por razões financeiras, ora por falta de ofertas, nem sempre se revela possível uma ocupação, que pode assumir as mais diversas formas: ou num campo de férias, ou numa oficina de tempos livres (OTL), etc.

Esta semana, como forma de ver outras realidades, a Euronews, numa rubrica designada de “Learning World”, juntamente com a Wise, uma iniciativa de uma Fundação do Qatar, transmitiu uma reportagem que questionava, precisamente, como ocupar as férias de Verão. Esta peça jornalística foca-se em dois casos, pelo mundo. Um primeiro, na Tailândia, onde alguns voluntários, durante uma semana, no mínimo, ficam a tratar de mais de quatro dezenas de elefantes e em que os questionados revelam adorar a experiência, acabando por prolongar o tempo de permanência no local. Um segundo, na Noruega, no Centro Espacial de Andoya, onde um grupo de estudantes, supervisionado por especialistas, passa as férias a preparar o lançamento de um foguetão – o feedback é igualmente positivo.

Por Portugal, actividades e campos de férias também existem. Diversas instituições culturais, associações, iniciativas autárquicas, de norte a sul do país, disponibilizam programas que permitem uma ocupação “menos rotineira, mais divertida”, como refere o Observador, sobre a abordagem das férias. No mesmo artigo, propõe uma série de actividades que podem ir “desde tardes passadas na horta, a desfiles em passerelles” para todas as carteiras.

Na reportagem exposta anteriormente, a mesma estação televisiva entrevistou um neurobiólogo alemão, Martin Korte. Este cientista afirma que as férias “foram criadas (…) para permitir às crianças aprenderem fora da escola.” Corroborando isto, rematando com: “um dia, durante as férias, em que não se faça rigorosamente nada, cria um vazio no cérebro; é como um dia perdido.” Além disso, indicou que, num processo de acompanhamento, várias crianças acabavam o período passado no campo de férias de forma triste, não por terem passado um tempo desagradável, mas por terem tido “a sensação de terem passado 17 dias no paraíso”.

Recorrendo, de novo, à abordagem da Euronews, um dos que é mencionado, inicialmente, passa por entender “se um longo período sem aulas é um verdadeiro problema”. Com este artigo, a intenção foi demonstrar que não. A produtividade pode passar pelos mais diversos meios, afazeres, pontos do país e do mundo, sem ter que, necessariamente, ser algo vago e desconfortante. Trata-se, sobretudo, de ocupar a mente e pensar no futuro. Para terminar, as palavras de Martin Kole dizem: “quanto mais depressa o dia passa, porque o passamos a trabalhar, ou porque estivemos com amigos, ou porque tivemos um acontecimento extraordinário, mais tempo ele vai ficar registado na memória.”

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Pedro Ribeiro

Nascido em 1996, por terras vimaranenses, tem como principal ocupação os estudos na licenciatura de Ciências da Comunicação. Apreciador das relações Media e Sociedade e Sociedade e Cultura, o seu objetivo passará por se especializar na área do jornalismo. Nesse sentido, conta com várias colaborações, a desenvolver atualmente, de forma simultânea: para o jornal 'ComUM', no qual é redator nas secções de Cultura e de Sociedade, para o jornal 'Académico', juntamente com a sua participação semanal no 'Repórter Sombra', onde opina nas áreas de Sociedade, Cultura e Política. No seguimento desta última área, milita na Juventude Socialista, tendo-se revelado publicamente ativista da candidatura de António José Seguro. Além disso, desenvolve um certo carinho pela sociologia, a que se junta a filosofia e, ainda, uma enorme paixão por viagens.

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