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Creed

Nunca vi nenhum filme do “Rocky”. A saga do pugilista começou em 1976 com o filme de sucesso liderado por Sylvester Stallone e só terminou em 2006 com “Rocky Balboa”, entretanto ainda conta com mais quatro filmes no meio. Mais do que uma sequela de “Rocky”, “Creed” é uma renovação. Apela à nova geração. Já vimos isso recentemente com o lançamento do último filme de “Star Wars” em que o antigo elenco se junta a novas personagens e a uma nova história. Este filme funciona da mesma forma e correu tão bem, que tive vontade de ver os seus antecessores.

No epicentro da história temos o jovem Adonis Johnson (Michael B. Jordan), filho do famoso campeão de boxe Apollo Creed, que morreu num combate em Rocky IV (1985). Sempre sonhou seguir as pegadas do pai no mundo dos pesos pesados, e por isso decide procurar um mentor. Rocky Balboa, agora aposentado e amigo de Apollo parece a escolha mais acertada. Convence-lo a voltar aquela vida, não foi fácil. Adonis e Rocky vão ajudar-se mutuamente para evitar a derrota e conseguir a vitória. As jornadas pessoais de cada um e os desafios da vida vão ser colocados à prova nesta filme. “Creed” não é só do género de drama, é a nostalgia dos filmes anteriores. Voltar a ver Stallone no papel que lhe deu fama no cinema, é o toque final épico.

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O realizador Ryan Coogler ainda conta com poucos filmes no seu currículo, mas conseguiu dominar completamente a câmara em “Creed”. Com cenas completamente energéticas, as lutas do boxe não podiam ser mais autênticas. Sentimos cada soco como se fosse real. Coogler completou a missão de tornar as sequências mais “paradas” em cenas de movimento. Além da realização, o elenco mostra-se inteiramente competente. Stallone recebe mais destaque. Desempenha com distinção novamente a sua personagem, factor que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de melhor ator secundário. Michael B. Jordan partilha o protagonismo com Stallone, apresentando um futuro com potencial e honrando o legado de Rocky. Para completar, a atriz Tessa Thompson é Bianca, o interesse amoroso de Adonis. A voz de Tessa é caracterizado pelo jeito electrónico e contemporâneo, do qual faz parte a banda sonora do filme. Apesar da nova canção, “Eye of the Tiger” nunca será esquecido e será sempre a música de fundo dos momentos de glória.

Creed” foi um único filme da saga do pugilista que não foi escrito por Stallone. Mas não é por isso que deixa de ter o mesmo toque. Caracterizo-o como autêntico, e por isso desperta o melhor dos outros filmes do franchise.

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Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler.
Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia.
Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

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