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Bem-EstarCrónicasLifestyle

Comportamento Humano

O futuro aqui tão perto

Há, no comportamento humano da maioria das pessoas, algo de muito mágico, enigmático e encantador. No início de um novo ano são frequentes as promessas que se escrevem, as juras que se fazem em surdina, de si para si, as que se partilham com amigos, familiares e com diários e até pedaços de papel ou guardanapos deixados em bolsos de casacos. Há até quem venda agendas incentivadoras, com frases motivacionais de nomes grandes da esfera pública, livros com categorias especiais, desenvolvimento pessoal, cozinha, bricolage, família, trabalho e amor e cadernos já prontinhos, tão arrumadinhos, com todas as categorias possíveis e imagináveis (algumas até que não estaríamos a considerar), há ainda as aplicações que nos lembram do que vamos querer fazer e os livros em branco que achamos que vamos ter autodomínio para preencher diariamente com pensamentos e planos diários, semanais e anuais, entre uma insónia e um choro de criança que exige atenção.

Nesta altura do ano são comuns os momentos, entre amigos, familiares e casais, de partilha de sonhos (momentos “este ano é que é”) – momentos felizes, de esperança e fé no futuro, mas também momentos de realidade, momentos de constrangimentos, de pesarmos desejos e concretizações, de questionamentos e de motivações, momentos que nos fazem perceber que para conseguir ter tempo para a concretização de um projeto talvez tenha de ter menos tempo para as horas extraordinárias no escritório, para ir ao ginásio à hora do almoço ou para fazer o MBA que há já muito fazia parte dos regulares planos.

É natural que se equacionem cenários diversos, do género “será que terei mais tempo para sair com os miúdos e para aproveitar as suas infâncias”, “será que terei este ano a promoção que o meu chefe me prometera se eu tivesse bons resultados”, “será que terei momentos livres para estar com os meus pais e acompanhá-los ao médico”, numa fileira quase interminável de possibilidades que têm de ser fácil e rapidamente decididas. São estes os momentos de estabelecimento de prioridades que revelam o espírito humano no seu máximo expoente – é quando, com todas as limitações que cada um tem em si e na sua vida, as pessoas ousam sonhar e almejar algo que não se compra, que muitas vezes não se vê e não têm, mas que gostariam de alcançar que eu renovo a minha paixão pelo comportamento humano.

É o momento de querer, de ter vontade de se ultrapassar a si mesmo e de investir deliberada e intencionalmente nos seus projetos de vida, que deve ser exaltado. O motivo do fascínio não é o planeamento tão facilitado por aquilo que se vende em todo o lado, mas a força que emerge do ser humano que, independentemente da idade, do estatuto social e económico, das qualificações académicas, quer lutar por algo em que acredita, quer alcançar um sonho. Neste frenesim do quotidiano, das exigências da vida diária, escolher-se ter energia para realizar os nossos sonhos ou para ajudar a realizar os sonhos dos outros é realmente inspirador!

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Cristina Nunes Azevedo

Apaixonada pela vida, pelas pessoas, pelo comportamento humano e pelas suas possibilidades. Sou psicóloga e gosto de olhar para as relações precoces, para os relacionamentos e vinculações significativas, para a transformação, para a qualidade das experiências de vida, para a motivação e desempenho e desenvolvimento profissional. Gosto de natureza e animais, de praia e de campo, do cosmopolitismo de grandes cidades e da serenidade e autenticidade de pequenas aldeias.

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