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Como caminhar devagar quando o mundo nos pede pressa?

Vivemos com pressa. Pressa de crescer, pressa de viver, pressa de chegar aquele dia especial, pressa para chegar ao trabalho ou à escola, pressa para casar e ter filhos, pressa para chegar àquela fase das nossas vidas em que podemos olhar para trás e sentir que vivemos o suficiente e que fizemos tudo aquilo que queríamos fazer. Porém, esta pressa faz com que, na verdade, não consigamos fazer muitas das coisas que tínhamos previsto fazer.

A nossa sede de viver é tanta e a instantaneidade com que fazemos as coisas é tão intensa, que os dias acabam por se atropelar constantemente, sem que os consigamos aproveitar ao máximo.

Numa Era onde se privilegiam as novas tecnologias e as redes sociais, viver a um ritmo lento e compassado torna-se difícil. Queremos que tudo seja instantâneo e, estamos de tal forma envolvidos nesta onda tecnológica, que começamos a exigir que até as coisas mais banais se tornem instantâneas. Vamos ao médico e achamos que, em pleno século XXI, devíamos ser atendidos assim que damos entrada. Jantamos num restaurante e esperamos que a comida já esteja pronta  assim que fazemos o pedido.

O problema é que acabamos esquecer que esperar é importante e, por vezes, necessário. Com a era digital nasceu uma falta de predisposição para esperar, para ter calma, para não ter pressa. O tempo corre depressa demais e, por isso, tentamos acompanhá-lo nessa corrida, esquecendo-nos que, na verdade, quanto mais corremos atrás do tempo mais ele nos escapa por entre  os dedos.

Assim, para conseguirmos viver a vida ao nosso ritmo, temos de tentar descer à terra quando somos tentados pela pressa. Temos de saber caminhar quando não é preciso correr. Temos de saber  aproveitar o tempo da melhor forma que conseguirmos, porque a pressa com que vivemos só nos faz perder a oportunidade de fazermos tudo aquilo que queremos fazer.

No entanto, embora a teoria seja esta, na pratica é difícil estabelecer limites à nossa sede de instantaneidade. E, por ano sabermos colocar esses limites, vamos acabar por chegar a velhos com a noção de que não fizemos nada do que queríamos fazer, porque tivemos demasiada pressa para tentar fazer tudo.

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Joana Veríssimo

Licenciada em Jornalismo e Comunicação e com uma paixão enorme pela escrita.

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