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CinemaCultura

Colette

Inspirado numa história real

“Colette” foi provavelmente um dos primeiros filmes que vi inspirados numa história real. É garantidamente um dos primeiros filmes de “época” que vi e não desapontou. Vi o filme sem qualquer informação sobre a verdadeira história, sem qualquer expectativa – à excepção de um fantástico trailer que me despertou a curiosidade.

O filme conduz-nos pela vida de Gabrielle Colette (Keira Knightley) desde que conhece o seu futuro marido, Willy (Dominic West), através da sua vida de casados. Willy é um escritor que está à procura de um novo sucesso de vendas e acaba por pedir a Colette que escreva um livro em nome dele. Mulher submissa e apaixonada que é, fá-lo de livre vontade mas, com o suceder da narrativa, Willy começa a revelar as suas “verdadeiras cores”, mostrando a sua infidelidade e chegando a trancar Colette no quarto até ela escrever. Pouco a pouco, vamos assistindo ao amadurecimento de Colette, à descoberta da bissexualidade com algumas mulheres e ao desejo de reivindicar as suas obras. Denise Gough interpreta Missy, um homem transexual que surge como guia, que redireciona Colette e a tenta convencer a ver o seu verdadeiro potencial enquanto mulher e artista.

As seguintes fotos mostram a semelhança incrível entre os actores e as pessoas nas quais a história é baseada. Na primeira imagem temos Keira Knightley e Gabrielle Colette, na segunda podemos ver Missy e Denise Gough, respectivamente.

Nas seguintes imagens temos uma foto de Missy e Colette vs Keira Knightley e Denise Gough.

Esta atenção ao detalhe, presente também nas roupas e no ambiente geral do filme impressionou-me mas, como em tudo, nada é perfeito. A sua maior falha, a meu ver, é o facto de ser falado inteiramente em Inglês enquanto a escrita dos livros é em francês. Na primeira parte do filme ouvimos – em voz off – Keira Knightley a dizer o que está a escrever e, quando observamos a escrita, é em Francês.

Se Westmoreland (director do filme) queria, de facto, capturar o espírito de Sidonie Gabrielle Colette e o espírito da época, porque não investir num filme totalmente em Francês? Se, como fez, queria um filme Inglês, não seria melhor ter optado por ter os livros escritos também em Ingês? Há uma dessincronia que, honestamente, não me permitiu imergir totalmente no filme.

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Maria Capitão

Licenciada em Estudos Clássicos, passo o meu tempo livre a ler livros, ver séries e filmes e a ser voluntária numa associação de animais. Adoro jogar videojogos, jogos de cartas e de tabuleiros com amigos.

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