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Desporto

Campeonato de F1 2016 até agora

 

Cumpridas as primeiras três provas do Campeonato de F1 de 2016 vamos fazer um pequenino ponto de situação e analisar as provas que decorreram até agora (Austrália, Bahrein e China), fazendo também um apanhado sobre os pilotos e as controvérsias (sim, já houve controvérsias) que surgiram até agora.

Comecemos com as novidades para o ano de 2016. Finalmente, há mais Grandes Prémios para um total de 21 corridas, acrescentando-se o Grande Prémio da Europa a ser disputado no Circuito de Baku, no Azerbaijão (provavelmente não encontraram nenhum sitio mais longe) e o regresso do Grande Prémio da Alemanha, na pista de Hockenheim, que não existiu na edição de 2015. O Grande Premio da Malásia e o Grande Prémio da Rússia trocam de posição (o Grande Prémio da Rússia disputar-se-á no primeiro fim de semana de Maio e o da Malásia em Outubro).

Então e os pilotos? Surgiram novos pilotos e saíram antigos (este tipo é um mestre da constatação do óbvio). A grande novidade é, sem dúvida, o rookie Rio Haryanto, de origem indonésia, que corre pela Manor Racing. O primeiro indonésio a correr na F1 atingiu rapidamente o estatuto de estrela no seu país. O outro rookie é Felipe Nasr, que, após um ano como piloto de testes oficial da Williams, entrou como segundo piloto para a Sauber. Celebrada foi também a ausência de Pastor Maldonado, o venezuelano causador de muitos acidentes, durante a sua época na F1. De resto, não houve grandes mudanças.

Analisemos agora os Grandes Prémios. O Grande Premio da Austrália, disputado em Melbourne, teve essencialmente três pontos-chave. O primeiro foi sem dúvida a péssima gestão de mudança de pneus da Ferrari (Vettel e Räikkönen), que lhes custou a vitória. O segundo foi o enorme acidente entre Esteban Gutierrez (Haas F1) e Fernando Alonso (McLaren Honda F1), que destruiu o monolugar de Alonso. Esta situação originou uma paragem na corrida, aumentando a distância entre os Mercedes (Rosberg e Hamilton) para os Ferrari. E finalmente o terceiro foi o facto de os Mercedes terem mudado de pneus, porque é obrigatório. O carro da Mercedes está de tal maneira bem construído que aguenta um jogo de pneus médios uma corrida inteira.

No Grande Prémio do Bahrein, as coisas continuaram a não correr bem para a Ferrari. Vettel rebentou o motor na volta de aquecimento e Räikkönen não passou do segundo lugar do pódio. Já a Mercedes dominou a corrida sem grandes problemas, com Rosberg a vencer com 10 segundos de vantagem para Räikkönen e com 30 do seu colega de equipa Lewis Hamilton. De notar que, nesta corrida, disputada durante a noite, havia a vantagem da diferença de temperatura entre a pista e o asfalto.

No Grande Prémio da China viu-se, por um lado, mais do mesmo, com um Mercedes (Rosberg) e um Ferrari (Vettel) nos dois primeiros lugares, e, por outro lado, algo que não se via há uns largos anos, nomeadamente os pilotos e equipas unidos contra algo. Algo que explicarei mais à frente. Tirando o acidente entre Vettel e Räikkönen, provocado sem malicia por Daniil Kvyat (Red Bull Racing) e que deixou danos nos carros da Ferrari e de Hamilton, não houve grandes notas. Hamilton foi mais uma vez assombrado pelo azar, ao ser obrigado a partir do fim da grelha, por não ter feito um tempo de qualificação, para além da penalização de 5 lugares na grelha provocada por ter tido de trocar a caixa de velocidades antes do tempo.

Expliquemos, então, aquela estranha união de marcas e pilotos. As duas primeiras provas tiveram uma qualificação “roda-bata-fora”, onde, ao longo dos três momentos de qualificação, os pilotos mais lentos iam saindo a cada 90 segundos, após alguns minutos em pista. Algo que ninguém gostou e que tinha tanto interesse em ser visto como uma corrida de caracóis em camara lenta. Como tal, as equipas juntaram-se tal como os pilotos e bateram o pé. A direcção da F1 cedeu e retornou-se a qualificação de 2015, realizada também em 3 momentos. No Q1, são eliminados os 6 mais lentos, ao fim de 18 minutos. No fim do Q2, são eliminados, na mesma, os 6 mais lentos, mas ao fim de 15. Finalmente, o Q3 onde só correm os 10 mais rápidos e dura 12 minutos.

Notas positivas até agora: Rosberg, Riccardo e Mercedes. Rosberg tem feito o pleno e a este ritmo rapidamente se sagra campeão do mundo 2016. Daniel Riccardo tem provado continuamente que é bom o suficiente para ser piloto de uma equipa melhor e que tem qualidade para vir a ser campeão do mundo. A Mercedes está imparável. O monolugar está brilhantemente construído, é um carro resistente e com pneus médios imparáveis. Aliás, viu-se no Grande Premio da China, que Rosberg estava simplesmente a cumprir voltas, tendo “apenas” 37 segundos de vantagem para o segundo classificado no fim da corrida.

Notas negativas até agora: Hamilton, Renault e McLaren-Honda. Hamilton tem sido claramente assombrado pelo fantasma do azar. Ou algo lhe corre mal na corrida, ou o colega de equipa é mais rápido que ele. Para um ex-campeão do mundo não se compreende. A Renault e a McLaren-Honda têm o mesmo problema. Os monolugares ficaram aquém das expectativas. Quem tem acompanhado os Grandes Prémios percebe rapidamente que ambos chegam ali a uma marca de tempo e dali não passam. Algo que com o historial de ambas as equipas não se percebe.

Próximas 3 provas: Grandes Prémios da Rússia, Espanha e Mónaco, no primeiro, terceiro e último fins-de-semana de Maio.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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