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Bullying – Os humilhados serão exaltados

Tento perceber de variadas formas o que leva uma pessoa a perpetuar uma ou várias humilhações contra os outros. De tudo tenho lido, procurado perceber, tantas vezes o que para mim e para tantos de nós é impercetível. Frases, fóruns, psicólogos, ódios, invejas, pais, filhos, justiça através da lei, justiça através de Deus, justiça com as próprias mãos.  Vexame, injúria, prevaricação, gozo, insensibilidade, incapacidade.

É a lei, consequência, inversão de valores, pais, filhos, encarregados de educação? De quem é a culpa? Da sociedade? Dos valores? É pura maldade? Estupidez? Como devemos reagir? Falando? Sendo violentos da mesma forma? Olho por olho, dente por dente? Dar a outra face? Deixar que a velha lei do retorno, traga a justiça consigo?

Ao longo do nosso crescimento, aqui e ali, somos alvo de bullying em várias vertentes. Na escola, em casa, no trabalho, nos olhares, no apontar do dedo, seja por pais, amigos, namoros, patrões. Somos alvo de invejas, de chacota por termos menos que outros, por não termos roupa de marca, perfume reconhecido, uma casa melhor, um trabalho melhor. Somos alvo da insensatez, da arte de malvadez, somos o alvo fácil do mais pobre de espírito. Somos alvo da ignorância que passa de pais para filhos, das loucuras, dos extractos sociais, das más companhias.

Somos carne para canhão à mercê das mentes mesquinhas, problemáticas, dos que se acham acima dos outros. Somos também parte mais do que integrante desta sociedade, com o dever de dar o exemplo, com o dever se ensinar melhor, de fazer melhor. Somos também os educadores do estranho, do amigo, do conhecido e desconhecido. Somos muitas vezes a lança envenenada, prevaricadores de violência, em casa, na escola, somos a inveja, o mau olhado, o desejo de possuir o que nunca, provavelmente, se poderá ter. Um carro? Uma mulher? Uma casa? Dinheiro?

Cobiçamos de várias formas e “Bullingamos” sistematicamente e, como lobos em pele de cordeiro, o desejo de possuir, amores, formas de ser, de estar, de pensar… é o desejo de chegar mais além através da humilhação do outro, fazendo com que o poder em nós por momentos, tenha um significado de total preenchimento ao ver estampado a dor que o outro nunca teve… mas que podemos infligir.

Crescemos com traumas, ansiedades, medos, receios tantas vezes infundados. A descaracterização do nosso eu, infligida por outros em tantos momentos reflete-se em espelhos embaciados ao longo da vida.

Não perdemos a noção do que somos ou do que nos tornamos. Apenas tantos trazem ao de cima a sua própria revelação do que sempre foram. Num mundo onde coabitaremos sempre num processo de luta entre o “Bem e Mal” recordo a frase de Santo Agostinho, muito simples…

“A necessidade não tem Lei.”

E mediante isto qualquer que seja o espaço que se ocupe, seja no trabalho, escolas, casas, com família, patrões, amigos, conhecidos, desconhecidos, namoradas (os), etc… Contra este tipo de abuso (verbal ou físico)… lutarei até que seja o último a cair. Quem manda no meu navio…sou eu! Quem comanda o meu navio sou eu. O meu templo é o meu corpo. E quem ousa tocar nele seja da forma intentada pela violência física ou de palavras…responderei sempre à altura. Todos aqueles que possam sentir-se usados, lutem. Todos aqueles que se possam sentir martirizados, lutem! Todos aqueles que possam sentir-se vilipendiados, gozados, espezinhados, fracos, sozinhos… lutem, sempre!

O que é? São 4 contra ti? Pega numa pedra e atira à cabeça do primeiro  Mas não falhes…)!

O patrão diz que: “Se não queres trabalhar há muitos no desemprego!” Ergue-te, valoriza-te, enche te de coragem e bate com a porta! Chantagem? Somos maioritariamente muito melhor do que gentes mesquinhas e manipuladores. “Ahhh… és maluco, temos de engolir sapos, não podemos largar o trabalho.” Então, vivam na desonra e humilhados! Entendam… ser livres, sermos a lança que desafia, que desbrava caminhos, que honra o outro, que aprende, que não se sujeita a humilhações é o que chega mais longe. Trabalhar honradamente é diferente de trabalhar sob um manto de humilhação e subserviência.

Tem dói-dói, porque na escola gozarem contigo e disseram que não prestavam? Também disseram o mesmo a Martin Luther King e Einstein!

Por último, o que uma grande maioria precisa é de “porrada” nas ventas! Eu levava porrada da minha mãe, ela dava-me com o cinto, eu dava com o cinto nela, o meu pai atirava-me das escadas, eu partia-lhe cadeiras em cima da cabeça. O meu avô andava ás facadas à minha avó. Antigamente havia valores… era giro! Por isso, nos indignamos com esta geração do “Tá bem mano!” com a geração do ” Então dama? Cumé?” “Tamos juntos brother”… levava duas lamparinas, se falasse assim para a minha mãe…

Ver humanos incivilizados… é perceber e tentar entender o que realmente o ser humano tem de pior em si. Tem tanto de bondade como de autêntico monstro… ou estúpido mesmo… ainda não sei bem…

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Bruno Fernandes

Nascido a 29 de Dezembro de 1975, natural de Lisboa, Bruno Fernandes, bloggler ativo há já alguns anos, dedica-se essencialmente à luta pela mudança interior e novas formas de entender o ser humano através da sua experiência de vida. Cinéfilo ativo e leitor assíduo.

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