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Billy Wilder, o homem do cinema

Billy Wilder foi uma das personalidades a quem se deu mais destaque no mundo cinematográfico. Este trabalhou com estrelas como Greta Garbo, William Holden, Tony Curtis ou Marilyn Monroe. O legado deste notável cineasta austríaco foi tão poderoso que lhe concedeu a nomeação ao Óscar 21 vezes, o que lhe permitiu conquistar seis estatuetas, duas delas como diretor.

Nascido a 22 de Junho de 1906, Samuel Wilder – mais conhecido por Billy Wilder -, dirigiu e co-escreveu alguns dos mais conhecidos clássicos de Hollywood tais como Amigos, Amigos, Negócios à parte (1981), A Vida Íntima de Sherlock Holmes (1971) ou Pacto de Sangue (1944). Apaixonado pelo mundo do cinema, Wilder abandonou a Faculdade de Direito e trabalhou como repórter em Viena e Berlim até 1929. Mais tarde acabou por dirigir um filme na França onde se estabeleceu após a ascensão do nazismo em 1933, já que este era judeu e perdeu a sua mãe e alguns outros familiares em campos de concentração.

Alguns anos depois, Billy mudou-se para a América onde se manteve ativ como roteirista e onde formou uma dupla brilhante com Charles Brackett, com quem escreveu roteiros dos filmes Ninotchka e Bola de Fogo, de Howard Hawks. Ambos foram indicados ao Óscar. Em 1942, Billy Wilder estreou-se na direcção com o filme A Incrível Suzana, uma comédia mordaz, característica que este transportou ao longo de toda a sua filmografia. A sua história cinematográfica inclui também A Montanha dos Sete Abutres, onde expõe o lado pior do jornalismo e ainda um filme protagonizado por Marilyn Monroe de seu nome O Pecado Mora ao Lado. O empenho e dedicação de Wilder permitiu-lhe assim ganhar dois Óscar de Melhor Filme e Diretor e três de Melhor Roteiro, entre outras indicações e premiações. Mais recentemente, em 2000, Quanto mais melhor foi eleito a melhor comédia de sempre pelo American Film Institute.

Concluindo, Billy Wilder deixou um vasto legado cinematográfico. Coleccionador de arte, Wilder adorava o mundo do cinema e sempre foi reconhecido pelo seu trabalho. Faleceu a 27 de Março de 2002, aos 95 anos de idade, vítima de pneumonia após diversos problemas de saúde entre eles, cancro.

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Cátia Barbosa

Licenciada em Jornalismo e Comunicação. Apaixonada por rádio e pela escrita.

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