Tuesday, Aug 22, 2017
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Bater (definitivamente?) com as Portas

1 – Começo pelo facto político que marcou a última semana de 2015, Paulo Portas anunciou a sua retirada da liderança do CDS e terá, inclusive, dado a perceber que deixará o seu lugar de Deputado na Assembleia da República.

Portanto, em suma, Paulo Portas bateu com as portas, mas será que bateu mesmo? É que já são inúmeras as vezes em que este bate a porta com força (por vezes, até com um estrondo tal que o Governo cai) e depois volta a abrir a dita porta com uma velocidade e vontade impressionante. Com Portas nunca se sabe verdadeiramente se a porta está verdadeiramente fechada, mas como o Paulo não falou em linhas vermelhas é porque desta vez a sua milésima retirada da vida política nacional é mesmo irrevogável.

2 – Partindo então do pressuposto de que Paulo Portas estará, em meados de Abril de 2016, a passear num dos seus Jaguares pelas terras de Portugal de chapéu de palha na cabeça e camisa branca, posso dizer, com alguma relutância, finalmente.

Sim. Finalmente o raio da Direitola chegou ao seu fim. Foram precisos quatro longos anos, em que Portugal foi sendo destruído aos poucos por um conjunto de marretas neo-liberais que passavam a ideia de que tudo podiam e nada deviam, para que a nossa política voltasse a ser saudável e, sobretudo, mais moderada e racional.

3 – Na sua última comunicação ao País como Presidente da República, Cavaco Silva disse estarmos a viver tempos de incerteza.

Mas que tempos de incerteza? Os que se vivem dentro da sua família política que se encontra completamente desmembrada? Ou será que Cavaco Silva se estava a referir aos tempos de crise que se vão viver no PSD, dado que António Costa e PS vão mesmo cumprir os quatros anos da sua legislatura?

Efectivamente só Cavaco Silva saberá o que quis dizer com tal frase, contudo, repito o que já tinha dito anteriormente: Nunca a nossa Democracia esteve tão bem, pois isto de se ter um Governo de apoio parlamentar obriga a que se promova a cultura do diálogo em detrimento do eu quero, posso e mando de que Cavaco Silva tanto gosta.

4 – Já que aqui falei no Presidente da República eis que aproveito a ocasião para observar um pouco o que tem sucedido na campanha eleitoral das próximas presidenciais.

E sobre a tal campanha apenas me apraz dizer o seguinte: Para quando Políticos que se preocupem somente em expor as suas propostas e predispostos a debater as suas ideias na Praça Pública?

É que os primeiros tempos da campanha eleitoral têm sido marcados por ataques ferozes entre candidatos. E se a coisa se ficasse pelo Sr./Sra. x ou y disse uma coisa durante um determinado período de tempo e agora diz outra que lhe seja mais conveniente, eu ainda era como o outro, mas o que mais tenho visto, lido e ouvido são ataques à personalidade de determinado candidato.

Meus Senhores e minhas Senhoras, mostrem que são verdadeiramente dignos de serem candidatos a ocupar o mais alto cargo da nossa 3.ª República! E, sobretudo, mostrem que têm perfeito conhecimento dos poderes de um Presidente da República Portuguesa. Já nos bastou um Cavaco Silva!

5 – Entretanto, lá por fora está tudo na mesma como a lesma. Esta é a imagem que a nossa Comunicação Social tem passado. A imagem de uma Europa que se está marimbando para a crise na Ucrânia, que sofreu novos desenvolvimentos com os recentes embargos de produtos levados a cabo pela Rússia, e que se encontra numa guerra, que no terreno não dá sinais de ter um fim à vista.

E quanto ao Médio Oriente, vai ser engraçado ver que posição vão os Países da União Europeia tomar agora que a Arábia Saudita e o Irão extremaram posições, devido ao último incidente internacional.

Já quanto à questão Síria, apenas me apraz dizer o seguinte: Tanta festa com o recuo o Daesh em território Iraquiano… E na Síria como está a coisa? É que os malucos do Daesh têm no território sírio a maior parte da sua logística.

Conto do Mar by Ana
O Modernismo ditou o

pedrosilva2978@gmail.com

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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