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Desporto

As Surpresas de Le Mans em 2015

Há quase um ano escrevi um artigo sobre Le Mans. Tentei explicar as dificuldades da prova e o objectivo da mesma. Falei dos acidentes e das curvas e contracurvas. Porém, a edição de 2015 foi algo fora do normal. Bateram-se recordes e a corrida foi a mais emocionante, desde a edição de 2009.

Na categoria de LMP1 (Le Mans Prototype 1), o escalão mais alto, havia 12 carros inscritos, 3 Audi R18 e-tron Quattro, 3 Porsche 919 Hybrid, 2 Toyota TS040 Hybrid e 3 Nissan GT-R LM Nismo. Os favoritos, por experiência, eram sem dúvida os Audi, vencedores de 13 das 15 últimas edições. Porém, Le Mans é conhecida por trocar as voltas ao que se espera. Nas sessões de treinos e nas qualificações, os Porsche mostraram as garras e dominaram, fazendo a pole position com um tempo canhão de 3:16:887 e também os segundos e terceiros lugares da linha de partida.

Quando começou a corrida o ritmo abrandou ligeiramente, para os 3:20, mas nem por isso ficou menos emocionante. Os Audi lutavam mano-a-mano com os Porsche e vice-versa, nunca havendo mais de 2 minutos de diferença entre os carros que lutavam pela primeira posição. Às 4:30 da manhã (14 horas e meia depois do inicio da corrida), o Porsche liderava com apenas 4 segundos de vantagem sobre o Audi. No entanto, a noite de Le Mans não perdoa e os Audi perderam alguma da proximidade. No final da corrida, o Audi melhor classificado (3º lugar) tinha apenas 2 volta de atraso para o melhor Porsche.

Porém, nem tudo foram tormentas para a Audi. Filipe Albuquerque, do Audi nº 9, bateu em duas voltas consecutivas o recorde de tempo da pista (algo de que nem toda a gente se pode gabar), apenas para ver o seu recorde batido por André Lotterer, do Audi nº 7, com um tempo canhão de 3:17:475.

Então e os Toyota e os Nissan? Os carros da Toyota, salvo apenas umas mudanças de carroçaria, eram exactamente os mesmos do ano passado e como tal tiveram algumas dificuldades em acompanhar os Porsche e Audi na frente da corrida, o que não quer dizer que não tenham feito uma boa corrida. Fizeram uma corrida exemplar sem dúvida e um sexto e oitavo lugares em Le Mans não é nada de se envergonhar. Os Nissan são uma história completamente diferente. O famoso sistema hibrido não conseguiu ser posto a funcionar, portanto, os três carros correram só com o motor de combustão interna, dando, logo de início, uma enorme desvantagem para a Nissan face aos seus concorrentes directos. Devido a isto, não se conseguiram qualificar (fizeram mais de 110% do tempo da pole position) para o início da prova, partindo no fim da categoria de LMP2. Dois dos Nissan não acabaram sequer a corrida, desistindo com problemas mecânicos. E o último Nissan não se classificou por não ter feito 70% (276) das voltas do primeiro classificado (395 voltas).

No geral, foi uma grande corrida com o duelo da Porsche com a Audi a deixar muitos fãs de Le Mans com água na boca para o próximo ano. É esperar para ver.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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