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As Redes Sociais Impulsionam-nos para as Descobrirmos

Marcam a evolução dos tempos, dão vida à condição sine qua non do progresso digital, são ícones para os mais pequenos e têm um semblante simples. Estamos a falar das redes sociais. Não é estranho falarmos, nos dias de hoje, de Google+, Twitter, Facebook, 500 px e outras redes sociais. Todos os dias estão a ser descobertas verdadeiras plataformas de conteúdos que evoluíram de autênticas redes sociais e passaram a ser gigantes faladas a todo o momento e utilizadas a todos os minutos. Fontes de poder na relação próxima das empresas com um público consumidor, receptivo e ávido de novas ideias, e, por isso, a velocidade com que correm as informações, a par de um público cada vez mais activo, faz das redes sociais um grotesco motor de comunicação, onde parece não haver limites.

As relações mudaram, as pessoas tendem a aproximar-se através da partilha de experiências, gostos em comum, histórias de vida com certa pitada de semelhança. As redes têm reunido os esforços e criado soluções cada vez mais interactivas entre os utilizadores. Veja-se o caso da mais recente actualização do Google + com o botão +1. É um botão à imagem e semelhança do ‘like’ do Facebook, mas que o utilizador só o coloca se realmente quiser. Tem um código javascript, que é adicionado à extensão de HTML da conta Google + do utilizador, e permite que outros utilizadores manifestem agrado pelas recomendações, sugestões ou simples posts.

O exemplo do Google+ não é único e as actualizações não param. O caso do Twitter é exemplificativo quando, no passado ano, a rede microblogging desenvolveu os tweets expandidos, uma forma de pré-visualização rápida, que passou a incluir vídeo e fotografias, agora disponíveis nas aplicações para iPhone e Android. O serviço facilita a descoberta de novos conteúdos e abre caminho a sucessivas recomendações de pesquisa e notícias em tempo real.

Não nos ficamos por aqui. A comunidade de armazenamento e partilha de fotografias, 500 px, que tem vindo a crescer a um ritmo galopante adquiriu recentemente a Algol Anywhere, empresa que detém a plataforma Recommender Algol, e aplicou um novo sistema de recomendação de conteúdo aos utilizadores da comunidade. Pensado para funcionar em tempo real, a nova plataforma, além de criar maior interacção entre os cibernautas, vai fazer subir o termómetro da descoberta de novos conteúdos, através de filtros de pesquisa.

O encorajamento que tem sido feito, nos últimos anos, aos utilizadores assíduos da internet, emerge nesta nova era digital onde a estatística já não parece ser a prioritária e dá lugar a experiências cada vez mais diversas aos utilizadores das redes sociais. As prioridades não pararam no tempo, mas as redes pararam de considerar números para pensar em dinamização de conteúdos e ofertas ricas em diversidade. Os cibernautas têm hoje, mais do que redes de partilha, redes de conhecimento, de integração e de acolhimento.

Os consumidores estão cada vez mais afectos às redes sociais e o poder da sua influência está a ser um peso pesado e quem diz é um estudo do Barclays. Realizado no Reino Unido, o estudo indica que, nos próximos dez anos, os padrões de consumo vão ser alterados drasticamente e que o poder de influência das redes sociais vai aumentar cerca de 40%, sobretudo na camada mais jovem. As redes sociais e, mais uma vez falamos sobretudo de Facebook e Twitter, estão a ganhar um grande poder de influência, porque os utilizadores estão receptivos às mais variadas sugestões e recomendações, mas ainda não substituem os canais de retalho. Cada vez mais as empresas estão presentes nestes meios, para fazer valer as mensagens que passam, os produtos que vendem. As experiências são cada vez mais digitais e vive-se a luta constante pelo incentivo à integração e exploração pelo que os outros partilham e uma ostentação à descoberta sem que se saia do ‘lugar’.raram de considerar números para pensar em dinamização de conteúdos e ofertas ricas em diversidade. Os cibernautas têm hoje, mais do que redes de partilha, redes de conhecimento, de integração e de acolhimento.

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Rita Nunes Ferreira

Licenciada em Comunicação Social e pós-graduada em Estudos Europeus nasci neste mundo onde tudo/quase tudo se traduz em formas de comunicar. Tenho uma paixão nata pela escrita e um soberbo gosto pelo jornalismo em áreas diversas – lifestyle, sociedade, direitos humanos, política, assuntos europeus. Tendo sido ou não talhada para esta azáfama constante não existe o que possa demover. Todos os dias se justifica acordar e escrever mais um “bocado”.

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