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As Mulheres que Marcaram a História

Todos sabemos as histórias dos homens que mudaram o mudo. Nomes como Napoleão, Kennedy, Hitler, ou Churchill são facilmente reconhecidos. Então e as mulheres que mudaram o mundo? Delas sabemos dois, ou três nomes e apenas alguns aspectos das suas vidas. A nossa viagem pelo Top 10 das mulheres mais influentes da História irá-nos levar por monarquias, governos, ensino, moda e movimentos de direitos das mulheres, atravessando vários séculos da história mundial. Porém, por onde começar?

Isabel I de Inglaterra (1533 – 1603)

Não se pode falar em mulheres que mudaram a história sem falar da Rainha Virgem. Durante os seus 44 anos de reinado, a Inglaterra conheceu uma expansão e um poderio comparados apenas com os de Portugal e Espanha. Fundaram-se colonias e cidades com o seu nome e o seu reinado é conhecido como a Idade de Ouro. Ao longo do seu reinado, provou, tanto aos seus apoiantes, como detractores, que não precisava de um marido para governar nem para viver, sendo considerada por muitos como a primeira mulher independente.

Marie Curie (1867 – 1934)

Conhecida pelo seu trabalho com a radioactividade, esta física e química, foi a primeira mulher a ganhar um Nobel, a primeira pessoa e única mulher a ganhar duas vezes um Nobel e a única pessoa a ganhar um Nobel em duas ciências diferentes. Foi também a primeira mulher professora na Universidade de Paris. Os seus contributos para a ciência ainda hoje são usados por todo o mundo. Morreu como consequência da exposição à radioactividade, durantes as suas pesquisas aos raios-X, durante a I Guerra Mundial.

Rosa Parks (1913 – 2005)

A sua recusa em ceder o seu lugar no autocarro a uma pessoa branca em Montgomery, Alabama, originou um boicote dos cidadãos afro-americanos aos transportes públicos e viria a começar a luta pelo fim da segregação e pela obtenção de igualdade dos direitos civis. A par de nomes como Martin Luther King, Jr. e Malcolm X, está entre os mais importantes nomes da luta pelos direitos civis para os afro-americanos nos Estados Unidos da América.

Emmeline (1857 – 1928) e Christabel Pankhurst (1880 – 1958)

Mãe e filha co-fundaram e dirigiram de 1903 a 1917 a Woman’s Social and Political Union, com o objectivo de legalizar o voto para as mulheres em Inglaterra. Através de greves de fome (e alimentações forçadas pela autoridade), de vidros partidos em edifícios importantes e de ataques incendiários noturnos a casas e igrejas desocupadas, conseguiram, em 1918, que o direito ao voto fosse estendido às mulheres com mais de 30 anos. Em 1928, o direito ao voto foi finalmente estendido a todas as mulheres com mais de 21 anos.

Mary Quant (1934 – presente)

Apesar de não ter contribuído directamente para a mudança do mundo, com a criação da mini-saia, Mary Quant auxiliou o começo de uma revolução na moda que acompanhou as décadas de 60 e 70 e que está fortemente enraizada nos movimentos feministas da época.

Malala Yousafzai (1997 – presente)

Apesar dos seus tenros anos, Malala já fez mais pela educação das mulheres do que outra pessoa qualquer. Ganhou notoriedade mundial, após um atentado a sua vida. Com essa notoriedade, tem sido incansável na sua demanda por educação para todas as crianças, em especial as raparigas, que são impedidas de ir à escola nas zonas controladas pelos fanáticos religiosos. Em 2014, foi co-recipiente do Prémio Nobel da Paz por essa mesma demanda.

Diana de Gales (1961 – 1997)

Diana, desde que se casou, sempre trabalhou com causas inconvenientes e difíceis. SIDA, minas terrestres, lepra, sem-abrigos, doenças mentais, cancro, entre outras, com a luta (hoje tão popular) contra estes problemas a emanar directamente das suas acções. Conhecemos mais a princesa do povo pelos escândalos e pela sua morte, mas não podemos deixar este contributo para a humanidade ser esquecido.

Madre Teresa de Calcutá (1910 – 1997)

Anjezë Bojaxhiu de seu nome dedicou a vida ao serviço dos outros. Fundou as Missionárias da Caridade, que operam casas para pessoas com SIDA, lepra e tuberculose, gerem sopas dos pobres, dispensários e clinicas moveis, orfanatos e escolas. Foi o recipiente do Prémio Nobel da Paz de 1979, entre outras inúmeras honras.

Ellen Sirleaf (1938 – presente)

A actual Presidente da Libéria (a primeira chefe de Estado de África) tem, desde o início das Guerras Civis na Libéria, tido um papel de destaque não só na protecção das mulheres, como na luta dos direitos das mulheres no esforço de paz e reconstrução do país, razão pela qual lhe foi atribuído, juntamente com Leymah Gbowee e Tawakkul Karman (Libéria e Yemen, respectivamente) o Prémio Nobel da Paz em 2011.

Este Top 10 é apenas um exemplo das inúmeras mulheres que ousaram quebrar regras e tabus das sociedades, épocas e continentes onde viviam. Algumas delas ainda estão vivas e esperam-se grandes feitos delas. Haveria nomes mais consensuais? Talvez. Contudo, desses nomes consensuais sabemos muita coisa. Preferi elaborar um Top 10 com nomes menos conhecidos que tenham feito o mesmo que os nomes consensuais.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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