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As Dez Figuras Negras, de Agatha Christie

Nos últimos meses, tenho lido obras de alguns autores conceituados que, para mim, ainda eram meros desconhecidos. E assim, posso assumir a minha desilusão por aquilo que tinha perdido até então. Entre os demais dessa lista estava a ilustre Agatha Christie e tive a sorte de começar pela obra, assumida publicamente, preferida da autora – ainda que Poirot não entre neste enredo.

JM_asdezfigurasnegras_1A história está muito bem pensada – e logo aqui podemos entender o peso deste tipo de autores nos filmes que chegam hoje aos cinemas. São dez, dez indivíduos que são convidados para uma pequena ilha, a ilha do Negro, suficientemente longe do continente para não ser possível lá chegar em caso de mau tempo, e sob o pretexto de lá passarem uns dias de convívio e descanso. Dentro dos pensamentos dos convidados, as dúvidas sobre o estranho convite, no qual se consideram merecedores, vão-se esfumando com a chegada à (única) casa da ilha. Tudo corre dentro do planeado, mas apenas até ao fim do jantar de recepção. A partir de um gramofone previamente preparado pelo anfitrião, cada um dos convidados é acusado de um crime passado, onde os mesmos conseguiram passar incólumes. Quando um dos convidados morre, alegadamente envenenado, o ambiente fica (ainda) mais tenso, fomentando naturais conflitos e desconfianças entre as restantes nove pessoas na casa.

A partir desse momento, tudo se transforma, nada mais será de acordo com as regras de boa educação anteriormente estabelecidas. A história é muito bem desenvolvida e não existe, na minha opinião, qualquer pista que nos permita desvendar o seu final. Por mais que tenha gostado da história, por mais que tenha ficado fã deste tipo de género literário, não posso deixar de lhe apontar uma falha que poderia elevar a qualidade do enredo. Apesar de todos os comportamentos humanos, completamente expectáveis num cenário daqueles, penso que o ambiente criado pela autora não foi suficientemente adequado para uma história deste calibre. Ainda assim, esta obra de Agatha Christie é um livro a não perder para todos os amantes de literatura.

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João Miranda

Comunicação e Sociologia como formação, escrita como actividade de lazer. Livros e café, uma boa esplanada e amigos, sol no céu vigilante e viagens. Será difícil levar algo melhor da vida do que isto.

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