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CiênciasCiências e Tecnologia

As curiosas impressões digitais

Solucionadoras de crimes, tanto nas séries de televisão, como em filmes policiais e também protagonistas no nosso Bilhete de Identidade, as impressões digitais são saliências na superfície da pele das mãos e dos pés.

Estas saliências são formadas no ser humano entre a 4º e a 5º semana de gestação, que, para além de deixarem marcas em superfícies tocadas, têm função antiderrapante, tornando mais fácil segurar e agarrar objectos. Aumentam também o sentido do tacto, pois são extremamente sensíveis ao toque.

Há muita informação e documentação sobre as impressões digitais, há milénios, desde a época dos babilónios e dos persas. Porém, o sistema de identificação de pessoas através das impressões digitais por meio do estudo da forma e medição destas marcas na pele (ciência chamada de Dactiloscopia), juntamente com a sua aplicação na criminologia, surgiram somente durante o século XIX. Marcando-se um antes e um depois, na História da investigação de crimes.

Foi na Argentina, em 1892, quando Francisca Rojas, acusou o seu vizinho de assassinar os seus filhos. Na porta do local do crime, ficaram as marcas de umas sangrentas impressões digitais, que foram utilizadas para comprovar que o vizinho era inocente e que a assassina das crianças tinha sido a própria mãe. Com este caso, resolveu-se o primeiro de muitos crimes, graças à Dactiloscopia.

Nesta ciência, estudam-se as saliências e os sulcos digitais. Existem quatro tipos básicos de impressões digitais, chamados de arco, presilha interna, presilha externa e verticilo. Com base neles, observam-se todos os desenhos formados, que depois recebem letras e números de identificação.

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Com os primeiros estudos da Dactiloscopia, verificou-se que os dez dedos de uma pessoa são diferentes entre si, assim como não existem duas pessoas que apresentem impressões digitais exactamente iguais, mesmo no caso dos gémeos idênticos. Por este motivo, diz-se que as impressões digitais são melhores como sistema de identificação do que a análise de ADN, porque, por exemplo, os gémeos idênticos possuem o mesmo código genético, mas impressões digitais diferentes. Há vários sistemas de identificação digital dentro da Dactiloscopia e o sistema utilizado em Portugal e em Espanha foi criado pelo Dr. Federico Olóriz Aguilera, em 1909.

E o que forma os desenhos que temos nas pontas dos dedos? Não é tanto a genética, mas sim as glândulas sudoríparas dos dedos e o ambiente onde se desenvolve o feto. Os sulcos e crestas digitais são formados por vários factores, como podem ser os pequenos golpes que o feto faz contra a barriga da mãe, a posição em que se encontra e até mesmo a sua pressão sanguínea. Estas marcas serão para sempre as mesmas na pessoa. Mesmo que cresça, engorde ou emagreça, estas linhas não vão mudar nunca.

Contudo, no mundo, aproximadamente 3 mil pessoas (uma em cada 3 milhões) não possuem impressões digitais. São pessoas com o chamado “Síndroma de Nagali”, que, para além da ausência das impressões, costumam ter unhas, dentes e cabelos mais frágeis e também manchas castanhas irregulares pelo corpo. Esta síndroma deve-se a uma mutação de um gene da pele. Muitas vezes, as pessoas que têm esta mutação sofrem com a falta de informação das autoridades, no que diz respeito a documentação civil. Muitos não conseguem ter o documento de identidade e têm problemas em processos de selecção de trabalho. No entanto, o motivo de falta das impressões digitais não se deve somente a este rara síndroma, pois as impressões podem perder-se também ao longo da vida, quer seja por causa de acidentes, quer seja pelo contacto com produtos químicos. Para além disso, ao morrermos, todos perderemos estas marcas.

No reino animal, não somente nos seres humanos encontramos este rasgo identificativo tão característico, os gorilas (entre outros primatas) e os coalas, possuem também impressões digitais. Até estes últimos possuem impressões tão similares às humanas, que praticamente é impossível serem diferenciadas pelos especialistas da área.

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Maria J Gutierrez

Bióloga de profissão, amante da natureza e de todas as suas formas de vida, desde os seres mais gigantes até aos mais pequeninos. Não há nada como estar com a família, descobrir o mundo, aprender, ler um bom livro e cervejinhas com os amigos.

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