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CulturaLiteratura

As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

Pensado e redigido ainda no século XIX, não deixa de ser impressionante a quantidade de sentimentos despertos por esta obra de Mark Twain. Nascido na década de 80 do século passado, tive a oportunidade de assistir à passagem da minha infância pelas linhas de um livro escrito cem anos antes. Nesses anos, já há muito passados, como tantos outros mais capazes de suscitar nostalgia, quase todos fomos uma espécie de Tom Sawyer – na recriação de um ambiente comum aos adultos que passaram por uma educação diferente, onde as tecnologias pouco ou nada ocupavam as vidas de crianças com maior liberdade para se ocuparem fora das suas casas.

Através de Tom, Mark Twain criou uma personagem cativante, cheia de energia e de inteligência, com uma capacidade inata de o livrar dos castigos da tia, mas também de levar a melhor perante os seus amigos. Entre alguns desconhecidos, em aventuras mais ou menos perigosos, na escola ou no quotidiano ocioso do oeste norte-americano, Huckleberry Finn é o outro parceiro de Tom que nos assalta a memória. ComJM_asaventurasdetomsawyer_1 um discurso fluído, corrente, mas tratado aqui e ali, o autor não prescinde da sua opinião relativamente à educação da sociedade onde se inseria. Em conjunto com várias situações de cariz humorístico, existe uma curiosa e sistemática atribuição de significados a gestos de criança. Porém, estas superstições, imprescindíveis aos olhos das crianças da sociedade do século XIX, surgiam, também, como verdades incontestáveis aos olhos de uma pequena comunidade.

As Aventuras de Tom Sawyer é um livro direccionado para o público infantil e juvenil. Ao início, ponderei. Após virar a última página, tenho de contestar. As memórias despertas obrigam-me a perseguir estas histórias novamente. A curiosidade literária levou-me a conhecer melhor Tom e agora é uma desilusão largar uma personagem tão bem construída – Twain admite que Thomas Sawyer é uma personagem que junta as características de três indivíduos que conheceu. Tom é um herói diferente, relembra-nos das nossas façanhas, de um herói adormecido noutros tempos.

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João Miranda

Comunicação e Sociologia como formação, escrita como actividade de lazer. Livros e café, uma boa esplanada e amigos, sol no céu vigilante e viagens. Será difícil levar algo melhor da vida do que isto.

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