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Andy Warhol: “No futuro, toda a gente será célebre durante 15 minutos”

Andy Warhol foi um dos criadores e um dos principais representantes da Pop Art, movimento inspirado na cultura de massa e refletor da sociedade de consumo. Pintor, escritor e cineasta norte-americano, foi ele quem proferiu a famosa frase “No futuro, toda a gente será célebre durante 15 minutos”, que espelha a atual cultura de massa, na qual a arte é um produto comercial que se difunde através dos meios de produção massificados. Warhol conseguiu ir mais além e concebeu e financiou a banda The Velvet Underground.

Homem multifacetado, Andrew Warhola nasceu em Pittsburgh em 1928 e faleceu em 1987, depois de uma cirurgia à vesícula biliar. Apesar de ter nascido nos EUA, os pais eram provenientes da Eslováquia e, de forma a evitar ser convocado para o exército austro-húngaro depois da Primeira Grande Guerra, mudou-se para a América com a família.

Ainda em criança, Warhol foi vítima de uma doença que lhe afectou o sistema nervoso e o deixou mais introvertido. Estudou no liceu de Schenley, onde assistia às aulas de arte, e no Museu Carnegie, que se situava perto do liceu. Mais tarde, os amigos e familiares ofereceram-lhe um curso de design no Instituto de Tecnologia Carnegie (Carnegie Melon University) e foi aqui que desenvolveu o seu estilo polémico e irreverente.

No final da Segunda Guerra Mundial, viu-se obrigado a interromper o curso. No entanto, os professores exigiram o seu regresso e conseguiu assistir a um curso de Verão, que fez com que se pudesse inscrever novamente no Outono do ano seguinte. Os projectos que aqui desenvolveu valeram-lhe uma consequente exposição dos seus trabalhos.

Concluído o curso, mudou-se para Nova Iorque e iniciou a sua carreira como ilustrador de importantes revistas. De salientar a Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker. Foi produtor de anúncios publicitários que vieram a ser exibidos nas montras dos centros comerciais. E aqui começou a que viria a ser a sua carreira de sucesso. Ao longo da vida, conquistou diversos prémios como director de arte do Art Director’s Club e do The American Institute of Graphic Arts. Realizou a sua primeira exposição individual em 1952, na Hugo Galley, onde exibiu cerca de quinze desenhos inspirados na produção de Truman Capote, jornalista americano. Estes trabalhos estiveram também patentes no MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956, quando começou a assinar as suas obras como Warhol.

Já na década de 60, começou a apropriar-se das ideias publicitárias nas suas criações e passou a usar tonalidades mais fortes e tintas acrílicas. É neste período que renova o movimento conhecido como Pop Art. Gerou automaticamente várias cópias dos seus trabalhos, através da técnica da serigrafia (processo de reprodução de imagens sobre papel, madeira, vidro, entre outros materiais), inspirando-se nos temas do quotidiano, como latas de sopa, garrafas de coca-cola e rostos de ícones da indústria cultural, entre eles os de Marilyn Monroe e Elvis Presley. As colagens e a utilização de matéria-prima descartável marcaram também a essência do trabalho de Warhol.

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Em 1968, Valerie Solanas, fundadora e único membro da SCUM (Society for Cutting Up Men, ou seja, Sociedade para Eliminar os Homens) invadiu o estúdio de Warhol e feriu-o com três tiros. Contudo, o ataque não foi fatal e Andy sobreviveu a uma cirurgia de cinco horas. Este facto é tema do filme I shot Andy Warhol, dirigido por Mary Harron, em 1996.

Um verdadeiro ícone das artes plásticas americanas do século XX, Andy Warhol possuía uma pintura agressiva, contundente e trabalhava o objecto de forma a transformá-lo numa obra de arte.

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Maria João Mesquita

Licenciada em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, sempre fui apaixonada pelo mundo jornalístico, pelo que trabalho atualmente num jornal/rádio/televisão de Famalicão. Gosto de escrever e sempre me atraiu esta área, porque me permite dar asas à minha criatividade e ir mais longe. O céu é o limite.

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