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Alguns factos surpreendentes sobre a IKEA

não Ikeá nem Ikeia

Se abriste este artigo, corres sérios riscos de ser um “Ikea Lover”. Daqueles que, alegremente, trocaria uma ida a Veneza por um passeio pelos canais secos que serpenteiam por entre os móveis modulares. E, se tens crianças, também já percebeste que a Disneyland não é nada, comparada com a alegre perseguição das setas projetadas no chão dos corredores, o apelo de um salto de rabo num qualquer sofá exposto, ou um mergulho de mãos no expositor dos peluches. Já para não falar dos lápis pequeninos, tão mimosos, mesmo à mão de semear para trazer um “molhinho”.

– Mãe, são grátis. Posso levar?

Não é por acaso que o catálogo do Ikea é mais impresso do que a Biblia ou os livros do Harry Poter. Quando nos deparamos com ele na caixa do correio, rapidamente se assomam nas janelinhas neuronais um sem número de ideias de reorganização e design. Ninguém precisa do “querido” Gustavo Santos quando tem o Ikea. Desejamos ter à mão um bloco de marcardores coloridos, como se fizesse diferença colar um em todas as páginas.

Se precisas de uma caixinha para organizar o pechisbeque, sabes que lá encontras uma caixa barata. Se precisas de guardanapos, colheres de pau, saca rolhas, velas, ou molas para fechar o saco da baguete de atum, sabes onde encontrar. E se não precisas, trazes na mesma. É só mais um euro, vá… e tu não és forreta, como o falecido criador deste império, Ingvar Kamprad. Sim, o CEO do Ikea preocupava-se com a tua incapacidade financeira para comprar tralhas de elite, como tu não tinhas que te preocupar com a dele. Este multimilionário disléxico só voava em classe económica, hospedava-se em hóteis baratos e não consumia do mini-bar. Por isso é que ele era rico e tu não.

Desde que esta mega loja sueca nos conquistou, largámos entusiasticamente a Moviflor à sua sorte, para nos rendermos ao design e às soluções irresistíveis compiladas numa área de largos metros quadrados. Anualmente, mais de 2000 novos produtos são criados pelos designers da Ikea, tornando impossível a nossa fuga a uma torrente criativa.

A cada dez segundos, uma estante de livros “Billy” é vendida, mas suspeito que, lamentavelmente, a mesma sirva de montra decorativa aos tarecos ao invés de albergar livros sobre como gerir o orçamento familiar, e outros de temáticas verdadeiramente importantes. O Ingvar ficaria orgulhoso dos seus clientes.

Se te interessa saber o nível de loucura a que fomos expostos, anota isto: um em cada dez europeus é concebido numa cama batizada com o nome de uma localidade Norueguesa. Mas, nestas camas, certamente, não faz frio. E se não vais a Veneza, pelo menos vais à lua.

O meu conselho? Sai da cama Malm, tira um livro da Billy, e senta-te confortavelmente na poltrona Strandmon, em frente à lareira. Ah, e não te esqueças da manta Oddrun, que está um frio da Suécia!

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Lara Barradas

Vivo com os pés na terra, a cabeça na lua. As palavras correm-me nas veias, pulsantes de emoções e ansiosas por se despenharem sobre uma folha branca. Tentam, desesperadamente, definir o indefinivel: eu.

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