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Sociedade

A pegada digital

O potencial das redes sociais é inquestionável, todos as utilizamos e todos percebemos a sua utilidade.

Da mesma forma que servem para termos conhecimento da atualidade, para encontrarmos amigos e partilharmos coisas, parece estar a estender-se para uma espécie de antisstress de toda a raiva que se acumula com as dificuldades da vida. Por lá, conseguimos acompanhar discussões e debates interessantes que descambam para linguagem pouco correta e que, no meio do processo, perdem o sentido inicial, tornando-se simplesmente num lavar de roupa suja. E quantas vezes a lermos algumas dessas conversas, nos deparamos com comentários de pessoas que conhecemos e até estimamos, mas que depois de lermos o que escreveu ficamos a pensar… “huummmm, talvez não goste assim tanto desta pessoa!” E faz-nos pensar também na forma como nos expomos nas redes sociais.

Sempre que comentamos alguma coisa, estamos a expor a nossa opinião, por cima pode aparecer alguém que nos irá contestar, ofender ou até humilhar. Como é que devemos lidar com isso?

Temos como opção, continuar numa troca de palavras desagradável ou ignorar. Se continuarmos e se as coisas começarem a piorar para o nosso lado, não será melhor ponderar que o que ali está e ter em mente que salvo alguém não apague irá permanecer para sempre, como um lembrete.

Mesmo as fotos que se publicam, a divulgação dos sítios onde se vai, tudo o que por lá permanecer irá ficar associado ao nosso nome e à nossa história. Basicamente, convém pensarmos bem antes de nos lançarmos em trocas de palavras ou publicações desnecessárias.

A facilidade com que tudo se expõe e a dificuldade que existe em conseguir apagar da memória do ciberespaço, quando o mal está feito, deve ser um ponto a reter. As redes sociais vão constituir uma importante referência na memória coletiva da humanidade, por isso, a sua utilização, ainda que lúdica, não deverá ser nunca leviana.

Vamos supor que estamos num processo de recrutamento e que no decorrer da entrevista, nos dizem: “Consultei o seu perfil e vi que faz comentários racistas ou que faz alguns comentários que apelam à violência.” Pensamos… “Ora bolas, estou feita. Não devo esconder como sou ou o que sou…” verdade, mas é preciso escarrapachar isso na frente de toda a gente, de forma a tramar-nos a vida?

E depois deste confronto, faço o quê? Não posso fazer nada, está ali à frente de todos para verem. Posso justificar o contexto e explicar o meu ponto de vista, mas a primeira impressão minou por completo a visão do outro lado. Tenho de saber lidar com isso, e perceber o impacto que poderá ter, se estou convicta que tenho de ser assim, siga! Sou responsável pelo que digo e faço e aceito as consequências.

Na maioria das vezes, não temos noção de nada disto, são redes sociais, mas são a nossa página, os meus conteúdos, as minhas fotos divulgados publicamente de Portugal para todo o mundo, mesmo quando os filtramos. Ficam ali a pairar no espaço virtual, e segundo consta mesmo quando os apagamos ficam algures registados nos algoritmos das plataformas. Não desaparecem por completo.

Terá a maioria das pessoas a noção disto?

Será que quando utilizamos sociais, estamos conscientes que, quando publicamos, estamos a deixar a nossa impressão no mundo? E será que é a que queremos deixar?

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Sofia Cortez

Licenciada em Comunicação Empresarial pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, mestre em Publicidade e Marketing sobre o tema: “As bandas como marcas que constroem os novos mitos: o caso dos THE DOORS e uma pós-graduação em Marketing Management pelo ISEG. Autora do Blog e da página de Facebook: omeuserendipity e do livro: “Devemos voltar onde fomos felizes” de 2018 pela Editora Cordel D’Prata. Apaixonada por palavras, textos e livros e tudo o que faça a criatividade mexer e construir coisas novas! Imperfeita, desajeita, chata e cabeça dura.Profunda, taciturna e pensativa mas incapaz de fingir. Aquela que atende uma chamada a qualquer hora. Que tenta a todo o custo não deixar mensagens por responder. Silenciosa mas cheia de vida. Capaz de amar as pessoas mais improváveis e de chorar com as situações mais inusitadas.

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