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A Paz que construímos

Na próxima sexta-feira será anunciado o laureado com o Prémio Nobel da Paz. Até aqui, nada de especial, embora este seja um prémio que, nomeadamente nos últimos anos, não reúne consensos e vê-se sempre envolvido em polémica. Creio que, na verdade, o problema não é do prémio, mas sim da Paz.

Este ano a polémica começou cedo, com um grupo de personalidades russas a sugerir o nome do presidente Vladimir Putin para o Prémio, pela sua prestação ao longo dos anos na resolução de conflitos mundiais, como é o mais recente caso da Síria.

No entanto, como referi acima, creio que o problema não vem do prémio, mas sim da Paz, que se calhar já não é bem o conceito que era, ou que deveria ser, como o sr. Alfred Nobel deixou em testamento. Sim, sem dúvida que Putin tem trabalhado para a “fraternidade entre nações”, como o sr. Nobel preconizou, mas será a Paz algo apenas exterior? Dentro das próprias nações, como anda a paz? Na Rússia, homossexuais são maltratados, presos, agredidos e discriminados, os opositores ao “regime” são calados sob as mãos de Putin, que oscila entre Presidente e Primeiro Ministro, de forma impune, mas é elevado aos céus pelas conversações com excelentes resultados que levam a processos de paz (muitos deles bem podre, como é o caso da Síria).

Não, o prémio ainda não foi atribuído, mas espero que se consiga ultrapassar o espectro político e se valorize o que realmente é importante, o esforço individual, ou conjunto para a pacificação e a união entre os povos. Curiosamente, este é o ano que tem o maior número de propostas ao prémio, mais de 250, curiosamente lideradas pela Rússia. Na próxima sexta, pela manhã, saberemos se foi a política que ganhou, ou a paz, e se o prémio servirá, como tantas vezes, para marcar uma posição do comité, ou se realmente servirá para trazer maior protagonismo e visibilidade a questões sérias e profundas da humanidade.

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Leonardo Mansinhos

Nasci em Lisboa em 1980 sob o signo de Virgem e com Ascendente Capricórnio. Quando era pequeno descobri uma paixão por música, livros e por escrever. Licenciei-me em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE e trabalhei durante quase uma década nas áreas de comércio, gestão e, principalmente, Marketing, mas desde muito cedo interessei-me pelo desenvolvimento espiritual. Comecei como autodidacta há mais de uma década em diversos temas esotéricos, nomeadamente em Astrologia, e, mais tarde, descobri no Tarot uma verdadeira paixão. Hoje dedico-me a esta paixão através das consultas de Tarot e Astrologia, assim como de formação, palestras e artigos nas mesmas áreas. Em 2009 co-fundei a Sopro d’Alma, um espaço de terapias holísticas e complementares, dedicado ao ser humano e onde dou as minhas consultas, cursos e palestras. Procuro, acima de tudo, ser um Ser todos os dias melhor, pondo-me ao serviço da sociedade através de tudo o que sou.

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