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A NATO e o «american idiot»

Começo por dizer que não sou grande entusiasta da Aliança Militar Transatlântica comumente conhecida entre nós por NATO. E não o sou, porque desde a queda da União Soviética que tal organização tem servido, quase que exclusivamente, para afiançar e apoiar ataques unilaterais a Estados Soberanos ou para alimentar uma guerra fictícia com a Federação Russa. Guerra esta que acaba, invariavelmente, mal para os povos europeus.

Contudo, olhando para o passado histórico do Velho Continente e o papel decisivo que as duas intervenções militares dos Estados Unidos da América tiveram no desfecho das duas grandes guerras, sou forçado a admitir que a NATO é fundamental para a manutenção da Paz na Europa. Especialmente, se tivermos em linha de conta que esta cooperação internacional obriga a que norte-americanos e europeus trabalhem em conjunto para a prossecução do grande objectivo que é a manutenção da Paz no Velho Continente. Dito de uma forma mais simplista: enquanto europeus e americanos andarem “entretidos” a movimentar as suas tropas em conjunto, os europeus não lutam entre si como já aconteceu no passado. Claro que tal não apaga o que de mau a NATO tem e a que aqui já fiz referência, mas a verdade é que a NATO tem sido uma das maiores razões pela qual a Paz se mantem na Europa.

Obviamente que para uma personalidade como Donald Trump que, para todos os efeitos, é a personificação da expressa e conhecida vontade americana do quero, posso e mando tal forma de olhar para a NATO é errada. Claro que podemos sempre dizer que os esforços militares e financeiros dos parceiros europeus poderia, e deveria, ser maior, mas temos de ter em consideração que nem todos os países europeus gozam da impunidade norte-americana que permite aos “States” endividar-se sem fim e “empurrar a dívida com a barriga”. E não deixa de ser caricato que a Administração Trump exija aos europeus o pagamento do esforço militar da NATO e esta seja, ao mesmo tempo, a maior devedora da ONU.

Termino com uma pequena, mas concreta, analise ao recente périplo europeu de Trump.

Estavam à espera de quê? Que Donald não fosse o habitual «american idiot» que é sempre que pode dar uma de Grande Líder Mundial? Especialmente quando falamos de eventos públicos onde o que não faltam são microfones e câmaras de televisão?

Efectivamente, fico cada vez menos esperançoso nos líderes da actual Europa. Para além de andarem mais tempo a lutar contra si mesmo e a promover, mesmo que involuntariamente, soluções e posições que os degastam interna e externamente, e ainda perdem tempo com as palhaçadas made in Trump? Pior! Ainda tentam que Donald Trump seja uma pessoa sensata e razoável?

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Pedro Silva

"É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida." (Salvador Dalí) Crítico, opinativo e com mente aberta. É isto que caracteriza um Cronista.

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