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CulturaMúsica

A Música Portuguesa tem um novo Xerife

Não são do Oeste Selvagem, nem trocaram umas balas com Clint Eastwood, mas no que toca ao desafiante mundo da música ninguém marca a sua posição como os Xerife. Estivemos a falar com esta banda que vê no cantar em português não um risco, mas uma mais-valia e que demonstram ter a força de vontade necessária para conquistar a sua estrela no panorama musical. Tendo por inspiração grandes nomes do Rock Português, os Xerife apresentaram-se e deixaram-nos conhecê-los, entre risos e respostas mais sérias. Vem, agora tu, Leitor Sombra, conhecê-los também.

Quem são os Xerife? Como surgiram?

Os Xerife são cinco músicos já com alguma experiência e com muita vontade de vingar no mundo da música! Nasceram em Abril deste ano, fruto de um desejo de formar uma banda de originais onde pudessem criar o próprio estilo e dar a conhecer uma identidade musical única.

Do que percebi vocês têm vários estilos e não têm medo de arriscar. De onde surge toda esta força e determinação?

Basicamente, todos nós temos gostos musicais diferentes, o que, juntando tudo, dá a mistura que ouves nos Xerife. Na nossa opinião, é bom ter estilos variados. Isso demonstra que o nosso processo criativo é livre e que não estamos dependentes de criar temas a pensar que foge a este, ou àquele estilo.

É um risco cantar em português no meio musical em que se vive actualmente? Ou o orgulho pela língua fala mais alto e vale a pena o risco?

Poderá ser um risco na medida em que é mais difícil chegar ao mercado internacional, mas é um risco que vale bem a pena, porque escrever em português é mais desafiante e, ao mesmo tempo, mais difícil, uma vez que estamos mais vulneráveis a críticas. Enquanto que ao ouvirmos uma música noutra língua (e mesmo que a entendamos), não processamos de imediato a informação que a letra contém. Uma música cantada na nossa língua materna tem esse efeito imediato sobre quem a está a ouvir. É mais difícil escrever em português sem cair em clichés. As próprias características da língua tornam-na mais difícil de encaixar nas melodias… Mas cantar em português sempre foi um ponto assente, quando formámos os Xerife. É com a nossa língua que nos expressamos e comunicamos, não fazia sentido ser de outra forma.

Que projectos têm de futuro?

O nosso projeto a curto prazo é promover bem este EP e trabalhar num álbum de estreia que possa marcar a nova era do Rock Português. A longo prazo, será mesmo continuar a trabalhar e a viver de e para a música, ter uma equipa a trabalhar connosco e poder realizar uma tournée nacional e internacional.

O vosso EP agarra o público (agarrou-me a mim!). Qual é a vossa estratégia para continuarem a agarrar os vossos ouvintes?

A estratégia é sermos nós mesmos, não termos medo de criar novas sonoridades e experiências.

Quais as vossas influências em termos musicais?

Como já foi referido, todos nós temos gostos diferentes, que vão desde o Metal, até ao Blues, passando pelo Rock clássico e pelo Funk. Tentamos, cada um a seu jeito, colocar um pouco daquilo que gostamos nos temas. Até agora parece estar a resultar (risos).

Se pudessem colaborar com qualquer artista e/ou banda do mundo, com quem gostariam de o fazer?

Bandas como Xutos e Pontapés, ou UHF são sempre uma mais-valia. Bandas que nos influenciaram ao longo da vida e que são um exemplo vivo da durabilidade que uma banda pode ter. Depois, há bandas/artistas mais recentes como Amor Electro, Noiserv, Mariza, Jorge Palma, Rui Veloso, Expensive Soul, Manuel Cruz, ou Dead Combo. A nível internacional, Audioslave, Incubus, Red Hot Chili Peppers, Marcelo D2, Arcade Fire, Radiohead, Joe Bonamassa, Arctic Monkeys, Jamie Cullum, Jamiroquai, entre outros…

Depois da apresentação do EP a 29 de Outubro na discoteca Tokyo, onde poderemos ouvir-vos?

Podem ouvir-nos nas plataformas online de música, como o Spotify, ou comprar a EP, para nos ouvirem em casa, ou no carro (risos). Vamos estar por aí a promover este trabalho, portanto, mantenham-se atentos ao Facebook dos Xerife, para saberem das novidades todas em primeira mão.

Como se vêem daqui por 30 anos?

É difícil responder a essa pergunta, porque nada na vida é certo, mas claro que todos desejamos estar vivos, bem de saúde e, quem sabe, ser uma das maiores bandas de Rock de Portugal.

Se quisessem que os leitores do Repórter Sombra vos compreendessem muito bem, como se definiriam numa linha?

Os Xerife são verdadeiros, espontâneos e divertidos, com a devida consciência da realidade.

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Inês Faro

Estudante de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade. Vivo para a música e grande parte dos meus interesses está nessa arte, nesse mundo tão vasto e com tanto ainda por descobrir.

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