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CulturaMúsica

A mistura fantástica das artes com os Terraza

Dos palcos do teatro, para os palcos da música o duo Terraza nasceu em Beja, onde os actores se conheceram, ela do Porto, ele de Lisboa e a vontade de ambos de dar música ao que mais gostavam. Em conversa, falaram-nos de “Embala-me”. Ouçam, leiam e divirtam-se.

Quem são os Terraza?

Terraza é um duo musical composto por Mário Abel e a Ana Lúcia Magalhães, dois actores e músicos profissionais que se juntaram na escrita e na composição dos seus temas em Outubro de 2012. O Mário é de Lisboa, mais propriamente de Queluz, e a Lúcia é de Caíde de Rei, do distrito do Porto. Conheceram-se por acaso em Beja, numa companhia onde iriam trabalhar durante nove meses, e esse primeiro contacto correu tão bem, que passados apenas cinco dias, já tinham lançado a semente Terraza quando compuseram a sua primeira canção: Pedras Vãs. Desde essa altura até hoje, os Terraza são um duo que adora partilhar as suas histórias sonantes pela estrada fora, querendo, em concerto, criar um tal bem-estar no público que os faça sentir nas suas próprias casas.

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Porquê este nome?

Inicialmente as canções que fazíamos eram somente partilhadas com as paredes da nossa casa; vivíamos juntos e ainda não tínhamos pensado em mostrá-las às pessoas. Quando contámos aos nossos amigos esta boa notícia, que fazíamos música, todos queriam ouvir, então fomos dando um “cheirinho” das nossas composições. Toda a gente adorava e queria ouvir mais. Nesse mesmo mês de Outubro, fomos convidados a participar numa manifestação cultural, em Beja; precisávamos de um nome. Tivemos algumas ideias, mas nenhuma que fosse tão boa como a que surgiu quando, enquanto trabalhávamos, pensámos na nossa casa; então, se vivíamos juntos e o nosso projecto nasceu compondo cada um no seu sofá, iríamos pegar no número do lote onde vivíamos – TRZ 122 – e perceber o que ele nos lembrava. TRZ junto com o enorme terraço que tínhamos deu a palavra Terraza.

Vocês são actores, como se dá o salto da representação para a música?

Não é muito diferente; o teatro, como a música, são artes de entretenimento e espectáculo, portanto, irmãos. Em ambas estamos perante sonoridades, ritmo, movimento, percepção, conceitos, estórias, personagens; não lhe chamaríamos “salto”, mas sim, mais um membro do corpo. A Lúcia já cantava antes, teve vários projectos no Porto antes dos Terraza; o Mário também já tinha tocado antes, não tão profissionalmente; a música nos dois é um bem necessário, algo que acabou por acontecer naturalmente. Estar em palco como Terraza, também é representar.

Já se conheciam ou tinham trabalhado juntos antes?

Não nos conhecíamos. Tínhamos alguns amigos em comum – facto normal na nossa profissão – mas nunca nos tínhamos encontrado. Conhecemo-nos à porta da casa onde passaríamos a viver nos seguintes nove meses.

Falem-nos de “Embala-me”.

A nossa Embala-me é contada amorosamente madrugada fora, entre duas pessoas que anulam o mundo à sua volta; rindo, renomeando as ruas, ocupando-se apenas com o abrir e o fechar dos lábios contadores de estórias, com a resposta da pele a um sussurro. Depois desse rebuliço fica a esperança de que amanhã, essas ruas, passeios, esquinas, tabuletas, sejam ainda testemunhas de uma felicidade que só os dois encontraram, pois nessa madrugada fora eram só eles os dois e a cidade.

O vosso EP chama-se “TRZ 122” porquê? Percebe-se que é uma abreviatura do nome da banda, mas que significado tem o número?

Quando tivemos a oportunidade de gravar o nosso EP, com a Ponto Zurca, não nos precipitamos a escolher logo um nome, porque interiormente ambos sabíamos qual o nome que mais faria sentido para o nosso início: TRZ 122, o nome do lote onde nos conhecemos e nasceram os Terraza.

São supersticiosos?

Nem por isso. A nossa maior superstição antes do concerto será uma boa conversa ao jantar, com retoques no alinhamento, acompanhados por um belo copo de vinho.

Que planos têm para o futuro?

Temos muitos planos para o futuro. O maior plano que temos agendado é gravar um álbum até ao início do próximo ano. Por agora queremos continuar com os passos importantes que temos dado para a divulgação do nosso trabalho. Actualmente os Terraza contam com a preciosa parceria e agendamento da Cultura À Margem, representada pelo Ricardo Soares, que tem sido incansável na angariação de concertos, criação de imagem, produção, contacto com a comunicação social, tudo o que é necessário para continuarmos a crescer até chegarmos ao conhecimento do panorama nacional da música portuguesa.

Como gostariam de chegar ao público? Através das letras, das músicas, de ambas?

Sabemos que dentro do panorama musical há espaço para todos os estilos, para todos os gostos. Gostávamos que os Terraza primassem pela aproximação. Somos perfeccionistas com a nossa música, porque queremos que tanto as palavras como a melodia sejam unas, para que quem nos ouça sinta que só palavras fazem sentido naquela música e vice-versa. Queremos fazer chegar às pessoas que nos ouvem um vasto imaginário através do som, da letra, da interpretação, que se sintam a sonhar acordadas no conforto ou desconforto das suas almas.

Como cativam o vosso público apenas com uma mensagem?

Os Terraza gostam de uma boa conversa; em concerto, não nos limitamos a fazer canção atrás de canção. Por esse motivo, cada concerto é diferente, porque cada pessoa que participa no mesmo é diferente e assim o nosso público pode esperar por um espectáculo imprevisível. Numa mensagem: Assistir a um espectáculo dos Terraza é também esperar pela surpresa.

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Inês Faro

Estudante de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade. Vivo para a música e grande parte dos meus interesses está nessa arte, nesse mundo tão vasto e com tanto ainda por descobrir.

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