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Crónicas

A minha máquina da roupa engole meias

Não vale a pena espreitar para dentro do tambor da máquina que as meias não estão lá. Estarão, certamente, num lugar qualquer numa espécie de As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, numa paródia de meias de todas as cores e feitios.

Eu não sei como é nas outras casas, mas na minha há um fenómeno cujo epicentro acontece na máquina de lavar roupa. É que a quantidade de meias que entra na máquina, muitas vezes, não corresponde à que sai, após a lavagem da roupa. Mesmo com o amparo da rede, as meias desaparecem, e, ainda por cima, nunca é aos pares…

E é quando desisto de esperar pela reconciliação das meias desquitadas, que aparece a outra, fresca e nova, como se nada tivesse acontecido e, claro, já tarde demais, porque a meia abandonada, entretanto, fez-se à vida. Antigamente as meias descasadas ainda serviam para fazer bolas, mas agora… Aliás, quem ainda se lembra das bolas feitas de meias?

Mas também há outro fenómeno. É que a minha máquina, para além de ser a responsável pelo divórcio de meias, parece também ter o poder de transformar meias desaparecidas em tampas de tupperware. Foi quando ouvi esta tese na rádio, pelo Nuno Markl, que finalmente senti que o mal é geral. Até das figuras públicas… Menos mal, porque houve alturas em que, em jeito de complexo, cheguei a considerar-me incompetente, a mim e à minha máquina. Mas não, parece que em todas as casas há enigmas desta natureza. Quem sabe se as máquinas de lavar roupa são programadas para engolir meias, numa espécie de complô entre máquinas e lojas de meias!?

Voltando às tampas de tupperware… elas aparecem todas coloridas e bonitinhas, mas sem as caixas respectivas. E nunca são de ninguém, nem ninguém sabe de onde surgiram. As tampas, simplesmente, aparecem assim do nada. Não na máquina da roupa nem na máquina da loiça, mas assim, como quem não quer a coisa, no armário ou gaveta das caixas, como se aquilo fosse tudo nosso

Ainda há mais mistérios, por exemplo, o dos botões. Mas isso fica para outras núpcias, para quando o enigma das meias engolidas for explicado. Para onde vão as meias, afinal?

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Manuela Gonçalves Pereira

Madeirense, casada e mãe de dois filhos, os seus amores-para-sempre. Residente em Coimbra e licenciada em Comunicação Social, inspira-se nas pessoas e em tudo o que a vida oferece. Enveredou pela comunicação das organizações, área em que actualmente exerce a sua actividade profissional. Ler {livros e o mundo} e escrever aqui e ali são alguns dos seus passatempos favoritos. Encara o sentido de humor como uma forma de desconstruir preconceitos. Lema de vida: em tudo há sempre uma oportunidade...

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