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A Luta pelo Amor

Esta semana celebrou-se o Dia Mundial da Luta contra o Cancro. Esta doença, que já é a segunda causa de morte em Portugal, leva, todos os anos, milhares de vidas e transforma outros largos milhares. Há muito que olho para os processos de cancro duma forma muito especial, tentando compreender, afinal, o que leva a tal vivência, a tal desafio. Contudo, compreender o cancro passa sempre por compreender a própria pessoa e a própria sociedade.

Vivemos num mundo marcado pela falta de carinho e de emoções, pela falta de atenção e de tempo, num mundo onde somos mais racionais que emocionais, porque achamos que as emoções levam-nos a uma fragilidade e a uma vulnerabilidade que não se ajustam às condições sociais vigentes. A origem do cancro está precisamente nesta forma de nos vermos e de vivermos, nomeadamente as emoções, que derivam, obviamente, para algo mais prático e simples, como a alimentação, o nosso estilo de vida e vícios, aqueles que a medicina dizem ser as origens dos processos cancerígenos.

Uma das coisas mais interessantes no cancro é que ele indica-nos, claramente, onde está localizada a questão em termos emocionais. Hoje, diversas áreas da medicina complementar e de terapias energéticas estudam isto duma forma magnífica que, creio, deveria ser olhada com atenção pela medicina tradicional, estudada e compreendida. Um cancro é um grito do nosso corpo, um “chega” e um “basta” que têm mais a ver com os nossos hábitos emocionais e de vida do que, propriamente, com uma questão genética, hereditária, ou algo do género.

Tão forte como o processo da doença, é o da cura, o qual sempre olhei como uma morte para um renascimento. As próprias quimioterapias e radioterapias vão fazer isso mesmo, matar para que o sistema possa reiniciar o seu processo normal. No entanto, se cada um de nós não fizer o seu processo interior, essa transformação será, com certeza, em vão.

Por isso, não é difícil de encontrar pessoas que mudaram radicalmente as suas vidas depois do doloroso processo de cura do cancro. Pessoas que começaram a olhar para si, para o seu coração, para o seu corpo, começaram a cuidar de si mesmas, a amarem-se. As pessoas que vencem o cancro são aquelas que compreendem que a vida implica escolhas e que a maior escolha que podemos fazer é sobre nós mesmos, sobre o que é realmente importante para nós. Escolher a vida é escolher o que é importante para mim e muitas vezes implica modificar coisas muito simples, deixando de lado o materialismo que a nossa sociedade tanto enraizou nas pessoas.

A maior luta que podemos fazer contra o cancro é a de mudar quem somos por dentro e respeitarmos o ser emocional que somos. É dar valor ao que realmente tem valor e reequilibrar o que precisa de ser reequilibrado. O cancro vence, não quando morremos, pois a morte é apenas física, mas sim quando deixamos de amar, quando deixamos de cumprir o caminho que escolhemos fazer, no qual, também, esta doença é uma etapa. Lutar contra o cancro é amar, compreendendo que é o amor o maior valor e a maior arma que podemos ter.

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Leonardo Mansinhos

Nasci em Lisboa em 1980 sob o signo de Virgem e com Ascendente Capricórnio. Quando era pequeno descobri uma paixão por música, livros e por escrever. Licenciei-me em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE e trabalhei durante quase uma década nas áreas de comércio, gestão e, principalmente, Marketing, mas desde muito cedo interessei-me pelo desenvolvimento espiritual. Comecei como autodidacta há mais de uma década em diversos temas esotéricos, nomeadamente em Astrologia, e, mais tarde, descobri no Tarot uma verdadeira paixão. Hoje dedico-me a esta paixão através das consultas de Tarot e Astrologia, assim como de formação, palestras e artigos nas mesmas áreas. Em 2009 co-fundei a Sopro d'Alma, um espaço de terapias holísticas e complementares, dedicado ao ser humano e onde dou as minhas consultas, cursos e palestras. Procuro, acima de tudo, ser um Ser todos os dias melhor, pondo-me ao serviço da sociedade através de tudo o que sou.

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