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A luta pela liberdade

A época era feita de cartas enviadas pelo correio, chamadas telefónicas entre amigos – algumas, que não se falava tanto quanto se fala hoje – para combinar uma partida de cartas, bibliotecas ocupadas a cada canto por uma pessoa. Vivia-se a pureza das relações sociais. Hoje as relações mudaram. O Google é mais conhecido como Internet do que motor de busca, fala-se por e-mail e pelo Facebook e os eventos até já são comunicados nas redes sociais. A sociedade mudou.

A comunicação voa, corre e galopa a uma velocidade incrédula. É possível nos dias de hoje expressar as opiniões por meio da Internet para chegar a um público abrangente. O impossível é pensar que essa opinião não vai ser lida, comentada, criticada. Facebook, Twitter, Blogues são as redes sociais mais usadas para a comunicação entre as pessoas.

Os diferentes pontos de vista explanados nas redes sociais excluem, muitas vezes, a educação. Geralmente, quando existe pessoalmente uma troca de ideias, a educação tem uma cadência com maior cortesia, uma vez que as pessoas tendem a não se ridicularizarem umas à frente das outras.

Podemos designar a liberdade em dois tipos: a liberdade de expressão e a liberdade de opressão. Estas confundem-se quando as comunicações são virtuais. Desvirtua-se o verdadeiro sentido do argumento, ou do manifesto em prol de carácter desrespeitoso. O respeito julga-se que apenas impera quando as relações são pessoais e quando o frente a frente impera.

A Internet entrou indiscutivelmente na vida dos cidadãos e a percentagem de uso diário aumentou consideravelmente. A maioria das páginas são de criação gratuita, o que permite que muitas pessoas, desde que com acesso à internet, possam criar um perfil. Daí à interacção é um passo muito curto.

As pessoas divulgam informações de cunho pessoal, sobretudo nas redes sociais, e raramente se preocupam com as consequências dessa atitude. É neste âmbito que entram as questões éticas que se misturam com a liberdade de expressão. Esta última, considera-se, tem sido usada de forma abusiva podendo criar algum tipo de situações escusáveis provocadas pelo uso inconsciente das redes sociais.

Liberdade 2Um exemplo já não embrionário é a “Geração à Rasca”, um movimento criado e acompanhado nas redes sociais, viral na sua génese, e uma forma de liberdade de expressão perante motivos e argumentos de inconstitucionalidades que provocaram a existência de uma geração sem rumo. A Internet veio mudar as mentalidades e possibilitar a existência de novas formas de comunicar. As manifestações, associadas a este movimento, foram organizadas via Facebook, por exemplo. Não se imaginava que há uma década isso pudesse acontecer. A realidade é que os meios digitais não só vieram para ficar como também vieram para revolucionar e criar novos modos de as pessoas se libertarem e reivindicarem.

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Rita Nunes Ferreira

Licenciada em Comunicação Social e pós-graduada em Estudos Europeus nasci neste mundo onde tudo/quase tudo se traduz em formas de comunicar. Tenho uma paixão nata pela escrita e um soberbo gosto pelo jornalismo em áreas diversas – lifestyle, sociedade, direitos humanos, política, assuntos europeus. Tendo sido ou não talhada para esta azáfama constante não existe o que possa demover. Todos os dias se justifica acordar e escrever mais um “bocado”.

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