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A igualdade deve ser um direito

Quando é que deixamos de ser pessoas, homens ou mulheres, para passarmos a ser apenas uma cor?

A igualdade pode ser um direito, mas não há poder sobre a Terra capaz de a tornar um facto.

– Honoré de Balzac

De acordo com significado oferecido pela Wikipédia sobre o conceito de igualdade, a mesma representa a inexistência de desvios ou incongruências sob determinado ponto de vista, entre dois ou mais elementos comparados, sejam eles, indivíduos, ideias, conceitos ou quaisquer coisas que permitam que seja feita uma comparação.

Em suma, a regra básica é que os iguais sejam abordados da mesma forma. Se é do nosso senso comum o significado deste conceito, que acredito mesmo, todas as pessoas do planeta o conhecem, então porque insistimos em alimentar e proliferar este sentimento de diferenciar quem tem um tom de pele diferente do nosso?

Agora, está muito em voga a substituição deste tema da igualdade, nomeadamente a étnica, pela expressão diversidade, mas afinal o que se entende por diversidade? Então somos todos iguais ou somos todos diversos uns dos outros?

No senso comum, a palavra igualdade está associada ao conceito de uniformidade, de prossecução, coerência, ou seja, quando existe um padrão entre todos os sujeitos ou situações que se analisam.

Pergunto eu: Se é assim tão fácil, se está tão bem explicado e é do conhecimento de quase todos, então, porque continuamos a dar tanta importância ao que vemos, e associamos cada pessoa a uma cor de pele?

Em meu entender é muito simples, basicamente porque o nosso olhar tem um filtro, muito fino, mas que está sempre lá, e por muito que acreditemos e queiramos fazer deste um mundo igual para todos, muito difícil será de o conseguirmos, por uma simples razão porque a questão económica está sempre invariavelmente associada ao ser humano, e sabemos bem que a igualdade económica é uma utopia que ninguém acredita que um dia se torne realidade.

Tudo isto acontece por uma simples razão, porque há no mundo meia dúzia de pessoas que tem tanto dinheiro quanto a restante população mundial. E são beneméritos e benfeitores, ninguém o questiona, mas o que é verdade é que continuam cada vez mais ricos, e os pobres continuam pobres como sempre.

Porque a sociedade está feita assim por nós, não foram os extraterrestres que criaram esta forma de vida na terra, infelizmente fomos e continuamos a ser nós, os nossos pais antes, e os nossos filhos e netos depois, a desenhar esta sociedade que na teoria se sustenta em grandes desígnios de igualdade de oportunidades para todos, mas que na prática continua a ser ela própria escrava do dinheiro e de quem o manipula e governa a seu belo prazer.

Afinal valemos pelo que somos e fazemos enquanto pessoas, ou valemos pelo nosso tom de pele, e ter um ou outro tom, continua a ser diferente?

Naturalmente o estigma está lá, e por mais idealistas que queiramos ser, e defensores dos direitos iguais para todos, independentemente da sua cor, ou do sítio do mundo de onde é proveniente, o tom de pele será sempre uma segunda pele, que se lhe cola ao corpo e que inevitavelmente será a primeira que nos salta à vista.

Porventura, tudo será mais esclarecido nos tempos que correm, e cada vez mais pessoas defendem a igualdade, mas continuo a acreditar que o preconceito irá sempre estar presente, e inevitavelmente associado ao ser humano, e à sua condição quer seja económica quer seja social, são estas as regras e não vai ser fácil alterá-las.

Quando é que deixamos de ser pessoas, homens ou mulheres, para passarmos a ser apenas uma cor?

Jamais poderá ser a cor, a altura ou gordura, a beleza ou a falta dela, a riqueza ou a pobreza que nos torna diferentes uns dos outros, o que nos distingue é o que somos como pessoa.

E necessariamente cada um de nós tem as suas opiniões, as suas distintas decisões e escolhas, e é através destes registos de comportamento, que nos caracterizam, que surgem as nossas qualidades e/ou defeitos em suma, a nossa personalidade.

Jamais nos poderemos considerar melhores ou piores que ninguém, somos naturalmente todos diferentes nas características que cada um desenvolve, mas tendo as mesmas oportunidades e possibilidades, todos poderemos ser naturalmente iguais, porque o que nos distingue enquanto pessoas nunca poderá ser o aspecto físico e/ou a cor da pele, mas sim o modo como vivemos a nossa vida.

Esta será sempre uma questão estrutural da nossa sociedade que apenas através da educação e pedagogia que possamos fazer com as nossas crianças poderá mudar ao longo dos tempos.

Não acredito em fórmulas mágicas, e a sociedade não é nada mais, nada menos, do que a súmula de todos os nossos comportamentos e posturas em sociedade, e é isso que se passa a quem educamos, que posteriormente se passa de geração em geração.

Aparentemente, cada vez mais existe o cuidado de se educar as crianças sem preconceitos associados, porque sem qualquer dúvida, apenas assim poderemos ter a aspiração de um dia conseguirmos dizer que apesar de sermos todos diferentes, somos todos somos iguais.

Deixará de fazer sentido falar-se em ser o negro, branco, amarelo… e passaremos a ser apenas pessoas, por dentro, o sangue que nos corre nas veias é da mesma cor.

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