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CinemaCultura

A Idade de Adaline

Adaline nasceu no início do séc. XX. Viveu, casou, teve uma filha. Com 29 anos, tem um acidente e toda a sua muda vida para sempre: o corpo de Adaline sofre uma reação com o acidente, fazendo com que as células do seu corpo deixem de envelhecer. É isso mesmo. A Idade de Adaline conta a história de alguém condenado a viver jovem para sempre. Condenado parece ser uma palavra forte para algo aparentemente tão desejável. Quem não gostaria de manter sempre uma aparência jovem? No entanto, o caso muda de figura, quando somos apenas nós a mantermo-nos jovens. Já imaginaram assistir à morte dos vossos amigos e familiares, enquanto vocês continuavam cá? Já uma perspectiva menos alegre e é essa mesma a que é mostrada no filme. Vemos Adaline, sempre jovem ao longo dos anos, mas condenada a mudar de identidade e de local de residência para as pessoas não desconfiarem da sua condição. Condenada a ver a sua filha envelhecer, enquanto ela continua na mesma. Condenada a não conseguir manter uma relação, pois nunca conseguirá envelhecer ao lado de ninguém. Um destino triste e que poucos de nós gostaríamos de ter.

Estas histórias de percursos de vida fora do normal surgem, habitualmente, do nada: uma pessoa apenas nasce assim, não existe uma explicação concreta para a situação (recordemos o Estranho Caso de Benjamin Button). Este filme escapa a este tendência, tentando explicar fisiologicamente o caso de Adalina e acabando por conseguir uma explicação coerente, mesmo dentro do ambiente ficcional. E eu gosto de filmes assim, em que explicam as coisas e em que elas não surgem apenas do ar.

Apesar de a história ter potencial, o filme acaba por perder muito do seu ritmo e tornar-se um bocado entediante, principalmente durante os flashbacks que nos vão mostrando a história de Adaline. Poderão argumentar que é importante sabermos a história dela. E sim, concordo, mas não precisava que metade do filme fossem memórias para perceber a história e quem viu o filme deverá concordar comigo. Ainda assim, apesar de alguns momentos de sono, o twist do filme acaba por nos captar de volta a atenção e acabamos por sair da sala de cinema com a sensação de que valeu a pena.

A minha conclusão: uma história interessante e que deveria ter sido contada de outra forma. Ganhou pontos também pela concordância entre vestuário e as épocas e referências temporais acertadas. E também pela actriz: aquela Blake Lively tem estilo!

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Cristiana Sousa

Cris, uma aspirante a jornalista com pronúncia do Norte, habitação em Coimbra e com a mente no mundo. Aficionada do cinema e do mundo dos sonhos, ainda anseia conseguir ver todos os filmes do mundo e visitar todos os países que conseguir antes de sucumbir ao peso da idade.

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